UOL Carros
 

17/04/2009

Autopost

Onde estão os lançamentos?

Pois é, também gostaríamos de saber a resposta à pergunta do título. Chegamos ao dia 17 deste mês com apenas dois lançamentos apresentados à imprensa, o smart fortwo e o Mini Cooper, ambos carros de nicho destinados a vender -- segundo as próprias marcas -- no máximo 600 unidades este ano. Se você mora longe de São Paulo e Curitiba (onde estão os primeiros pontos de venda) , provavelmente nunca vai vê-los ao vivo.

Mas esperemos, com fé. O que corre nos bastidores é que, ainda em abril, serão lançados oficialmente o SUV Volkswagen Tiguan, já mostrado na versão a hidrogênio HyMotion (que não existe em produção), e o supercompacto Fiat 500 -- este possivelmente teve ou terá sua agenda acelerada para abafar, ao menos um pouco, a repercussão dos dois rivais em miniatura.


Cinquecento não é tão smart quanto o Cooper...

Em tempo: a culpa pela pasmaceira do mercado NÃO É da crise. Pelo menos é o que juram as montadoras sempre que confrontadas com questionamentos sobre o tema. "Os investimentos estão mantidos", "o cronograma/programação não mudou", "a melhor maneira de enfrentar turbulências é oferecendo bons produtos" etc. etc. É sempre esse o discurso.

Foto: Murilo Góes/UOL

PS (às 18h26) - Cerca de uma hora após esse post ir ao ar, chegou o convite da Volkswagen para o lançamento do SUV Tiguan. Será no finalzinho do mês. Aguarde a cobertura completa em UOL Carros!

Escrito por UOL Carros às 16h45


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15/04/2009

O mundo roda

Em vídeo, maiores batem nos menores

O Insurance Institute for Highway Safety, entidade privada que reúne seguradoras de veículos que operam nos Estados Unidos, divulgou esta semana um estudo que mostra como os carros de pequeno porte sofrem mais quando batem de frente com os maiores.

O IIHS promoveu sessões de crash-test com modelos de portes diferentes, mas das mesmas marcas, para garantir que as duas unidades envolvidas em cada batida -- ao menos em tese -- usam ou poderiam usar tecnologias de segurança ativa e passiva semelhantes. Assim, confrontou os Toyota Camry (sedã grande) e Yaris (sedã compacto); os Honda Accord (sedã grande) e Fit (minivan compacta); e o Mercedes-Benz Classe C (sedã médio) e o smart fortwo (supercompacto), esses dois pertencentes ao grupo Daimler.

Todos, com exceção do Yaris, estão à venda no Brasil. E todos têm ótimas referências de segurança quando avaliados em crash-tests "solitários". Os resultados você pode conferir no vídeo abaixo, narrado em inglês -- em boa medida, as imagens vão falar por si. Repare, por exemplo, como o Yaris (carro azul) sai moído da cacetada frontal com o Camry (vermelho). O detalhe é que, num impacto contra obstáculo parado, o Yaris obtém um bom resultado de segurança. Mas, na batida em movimento, sai arrasado.



A conclusão do IIHS é que, numa colisão entre dois carros de tamanhos diferentes, com bons índices de segurança específicos, os ocupantes do veículo maior e mais pesado sempre vão estar expostos a menos riscos que os ocupantes do menor. Uma das razões para isso é que, num impacto frontal, o carro menor tende a ser jogado para trás, o que aumenta a atuação de forças físicas sobre as vítimas.   

Ressalve-se que os testes do IIHS são diferentes dos realizados pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), autoridade governamental responsável pela classificação oficial dos modelos vendidos nos EUA quanto à segurança. Há quem diga que os testes do IIHS são mais realistas, há quem os desautorize. Mal comparando, esse instituto é uma espécie de Cesvi norte-americano.

PS - Aos leitores que estão vendo obviedade na notícia cabe dizer o seguinte: não é difícil imaginar que consumidores se deixem levar pela avaliação positiva de segurança de um modelo pequeno, aprovado em exigentes testes de impacto e dotado de sofisticados sistemas de segurança ativa e passiva, e acreditem que seu carro e os ocupantes estarão protegidos mesmo numa batida contra um modelo maior. O que a IIHS mostra é que provavelmente não adianta o smart ter todos os certificados oficiais de segurança do mundo se ele encarar pela frente um sedã médio como o Classe C -- para não falar de um SUV... O teste do IHSS levanta justamente esta questão: em termos de segurança, o cenário ideal é todo mundo dirigindo carros de peso e volume equivalentes. Porque, diante de um "oponente" maior, a tecnologia não fará milagres por um carro mais frágil.

Escrito por UOL Carros às 11h33


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