UOL Carros
 

28/05/2009

Autopost

Qual o melhor hatch médio à venda no país?

Já fizemos uma enquete com os sedãs médios, vencida -- sem grande supresa, aliás -- pelo Honda Civic. Foram 45.119 votos.

Agora propomos uma enquete sobre hatches médios. Incluímos no álbum todos os modelos do segmento à venda no Brasil, mesmo os importados. Seguimos o critério da Fenabrave, a federação nacional dos distribuidores, e por isso o Fiat Punto, considerado por muitos um compacto premium, foi incluído na lista.

A escolha, portanto, fica entre Audi A3, BMW Série 1, Chevrolet Astra, Chevrolet Vectra GT, Chrysler PT Cruiser, Citroën C4, Fiat Punto, Fiat Stilo, Ford Focus, Hyundai i30, Nissan Tiida, Peugeot 307, Subaru Impreza, Volkswagen Golf, Volkswagen New Beetle e Volvo C30. Os carros aparecem no álbum em ordem alfabética pela marca. Cada internauta só pode votar uma vez.

A votação está aberta até a próxima sexta-feira, dia 5 de junho. Clique aqui e escolha o seu!

Escrito por Claudio de Souza às 12h55


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26/05/2009

Dirigimos

Ranger, simpaticamente tosca e com desconto

Sempre que há um lançamento de picape, somos convidados pelos marqueteiros e executivos das montadoras a reparar como esses veículos grandalhões passaram a oferecer "dirigibilidade e conforto interno de sedã". Eles SEMPRE dizem isso -- não importa a marca. E não necessariamente é mentira. Conduzir uma Toyota Hilux, por exemplo, é semelhante a conduzir um SW4. Verdade que este último se trata de um SUV -- mas, segundo a fabricante, ele também passa a sensação de sedã...

Esse papo tem se repetido tantas vezes que é até gostoso experimentar uma Ford Ranger cabine dupla, de robustas 2 toneladas e movida por um motor de 3 litros turbodiesel, daqueles que pedem 45 segundos de marcha lenta depois de estacionar, para acalmar a turbina.

Convivi por uma semana com a versão top da linha, a LTD (de Limited) 4x4, e a devolvi à Ford convencido de que nem o mais entusiasmado executivo da marca ousaria dizer que ela lembra um sedã, seja lá no que for. O divertido em conduzi-la, aliás, é justamente o oposto: é uma certa tosquice de "minicaminhão", de veículo que pede muque para ser dominado.

Foto: Murilo Góes/UOL

A Ranger pegando uma terrinha: clique na foto para ver mais imagens

Por exemplo, a Ranger vibra bastante e tem um câmbio duro: os engates são precisos, mas necessitam de força para entrar. A direção é bem assistida, mas não impede que, após um punhado de minutos no trânsito urbano, o corpo comece a solicitar um descanso.

Por isso, se a sua praia é a cidade, não faz o menor sentido ter esse carro. Até porque uma simples ida ao shopping mais próximo da sua casa vai se transformar num inferno na hora de manobrar e achar vaga. Mas quem pega muita estrada e precisa (ou gosta de) encarar caminhos longe do asfalto terá na Ranger Limited uma opção bem interessante -- caso aceite abrir mão do tal "conforto de sedã" em troca de uma experiência mais "roots".

Não que a Ranger não tente agradar: nessa versão top ela entrega bancos de couro com vários ajustes, trio elétrico, computador de bordo (inclusive mostrando a pressão da turbina), um competente sistema de som etc. O acabamento é razoável, e há vários detalhes cromados bem esportivos do lado de fora, suficientes para chamar atenção por onde ela passa (como se não bastassem seus mais de 5 metros). O espaço interno é bom para quatro pessoas, ressalvando que as que viajam atrás têm menos mobilidade para cabeça e pernas. Mas o fato é que nada disso disfarça a vocação utilitária desse veículo.

Na rodagem, a tração 4x4 (com reduzida), engatada por meio de um seletor no painel (seria mais legal se fosse com alavanca), ajudou a segurar a Ranger no traçado em alguns terrenos menos aderentes que experimentamos. O bom torque de 38,7 kgfm a relativamente baixas 1.600 rpm (o motor a diesel gira menos) garante força para todas as situações. E, se o comprimento e o entre-eixos (de 3,19 metros) são meio exagerados para o off-road mais desafiador, os ângulos de entrada e saída e a distância do solo são adequados.

Em estradas de bom asfalto, em velocidade constante, a Ranger desliza agradavelmente -- não como um sedã, mas como uma picape confortável... O consumo médio ficou em torno de 8,5 km/litro.

O mais importante: a linha Ranger deve passar por uma reestilização no segundo semestre desse ano, com mudanças estéticas que antecipam a reforma geral do modelo, prevista para 2012. Ou seja, o preço do carro igual ao que dirigimos deve despencar -- o último caso parecido dentro da própria Ford foi o do Fusion, cujo novo modelo era pedra cantada um ano antes de chegar ao Brasil. Os descontos para as unidades antigas em estoque romperam a barreira dos cinco dígitos.

Como nós a testamos, e segundo o site oficial da Ford, a Ranger Limited cabine dupla custa cerca de R$ 106 mil. Mas a Tabela Fipe já detecta um desconto de R$ 10 mil, cotando o carro zero-quilômetro em R$ 96 mil. À medida que a renovação se aproximar, esse valor deve cair ainda mais. E vai ser possível andar de caminhãozinho bruto quase a preço de sedã médio...

PS - Essa Ranger pesa duas, e não três toneladas (esse é o peso com carga máxima). O post foi corrigido. 

Escrito por Claudio de Souza às 21h32


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