UOL Carros
 

14/07/2009

O mundo roda

Nova chinesa no mercado nacional de motos

Uma nova fabricante de motos esta prestes a produzir no Brasil. É a CR Zongshen, união entre a brasileira CR Motors e a chinesa Zongshen. As atividades devem ser iniciadas em novembro, mas a marca promete mostrar sete modelos já no Salão Duas Rodas, entre 7 e 12 de outubro, em São Paulo.

 

A CR Zongshen do Brasil é fruto dos investimentos de US$ 80 milhões da matriz chinesa e será capitaneada no país pelo engenheiro Claudio Rosa Junior, 44 anos, ex-diretor industrial da Sundown, marca de motos e de bicicletas da qual sua família ainda detém 17% do capital. Com projeto aprovado para produzir na Zona Franca de Manaus, a nova empresa fabricará motores de popa, geradores de energia e, o que nos interessa aqui, "90 mil motos por ano por turno" na capital amazonense, de acordo com o engenheiro e executivo.

 

Foto: Gustavo Epifanio/Infomoto


Acima, o brasileiro Rosa Junior, diretor-geral da nova marca chinesa

 

Mais quais modelos a marca chinesa fará no país e de quais categorias? E o que esperar da confiabilidade? Para saber mais, confira a entrevista feita com Rosa Junior pelo jornalista Arthur Caldeira, da Infomoto:

 

Infomoto - Porque a CR Zongshen decide se instalar no mercado brasileiro justamente em um momento de queda nas vendas?


Rosa Junior – Na verdade, a crise não preocupa a Zongshen, pois o proprietário da empresa Zuo Zongshen tem como objetivo se tornar um dos maiores fabricantes de motos do planeta. A instalação da empresa no Brasil faz parte de uma estratégia a médio e longo prazo. Não importa se o mercado está bem ou mal no momento, daqui a 20 anos estaremos fazendo motos. Na China, a empresa faz 2 milhões de motos, 4 milhões de motores por ano. Os países onde a empresa atua vão passar por altos e baixos. Seria um problema se as pessoas parassem de andar de moto e isso dificilmente deve acontecer.

 

Foto: Renato Durães/Infomoto

A custom Kansas 150, da Dafra, é um modelo original da Zongshen


Infomoto - Alguma outra montadora no Brasil já comercializou produtos fabricados pela Zongshen na China?

 

Rosa Junior – Sim. A Kansas 150 da Dafra é produzida pela Zongshen. No caso da Sundown, a Hunter 100 e a VBlade 250 também.

 

Infomoto - Então, seu relacionamento comercial com a Zongshen vem dos tempos de Sundown?

 

Rosa Junior – Visitei a fábrica pela primeira vez em 1999. Já visitei mais de 40 fabricantes de motos na China, Índia, Coreia e Japão. Felizmente tenho grande conhecimento do mercado chinês, inclusive de empresas que têm negócios no mercado brasileiro, como Lifan, Loncin, entre outras. Cada um tem uma particularidade, uns foram para a área de automóveis, mas a Zongshen manteve o foco em motos e fez importantes investimentos nessa área. Um deles foi a fábrica montada em parceria com a italiana Piaggio, na cidade chinesa de Foshan. E também foi feito um acordo de transferência de tecnologia, ou seja, não é apenas sociedade. A Zongshen está também absorvendo parte da tecnologia italiana na fabricação de motos. A tendência é, com o passar dos anos, as empresas chinesas investirem em qualidade. Há motores e até modelos inteiros fabricados na China e vendidos na Europa.

 

Foto: Caio Mattos/Infomoto

Sundown VBlade 250 é outro modelo original da Zongshen; marca
promete, porém, vender novos modelos com tecnologia italiana no Brasil

 

Infomoto - E em que fase está a instalação da CR Zongshen?

 

Rosa Junior – Estamos na fase de homologação dos produtos. Alguns modelos já estão homologados, outros ainda estão em andamento. Todos os nossos sete modelos vão atender ao Promot 3 (programa nacional de restrição à emissão de poluentes). As motos serão apresentadas em outubro no Salão Duas Rodas. Quanto ao maquinário para a produção, serão embarcados para o Brasil no final de julho para que, em novembro, possamos começar a produzir.

 

Infomoto - E quais são essas motocicletas?

 

Rosa Junior – São de todos os segmentos: scooter, CUB, street, custom, off-road. Só não virá nesta primeira fase a 250cc. Mas não são as mesmas motos que estão no site da Zongshen. São outros modelos, fruto do intercâmbio entre a empresa e a Piaggio. Não têm nada a ver com o desenho chinês.

 

Infomoto - O motociclista brasileiro tem boas e más experiências com as motos de origem chinesa. O que o consumidor pode esperar das motos da CR Zongshen?

 

Rosa Junior – O que acontece em termos de desenvolvimento de produto, seja com a Sundown ou com a Dafra, é que essas outras marcas têm uma relação de compra e venda com os fabricantes chineses. Negociação de preço, essas coisas. Enquanto uma empresa quer pagar tanto, o fabricante pensa que por aquele preço não dá o tratamento térmico que precisa ser feito. Onde seria necessário fazer uma cromeação melhor, não faz, acaba trabalhando com fornecedores mais baratos... E isso compromete a qualidade. Mas isso acontece em qualquer lugar do mundo, até aqui no Brasil, não só na China. Mas a partir do momento que sou sócio do fabricante, a coisa muda de figura. Temos que ganhar dinheiro na China e no Brasil, não tem jeito. A sinergia é maior. A CR Motors tem muito a contribuir com a experiência que temos do mercado brasileiro e a Zongshen, no desenvolvimento e fabricação de produtos.

 

E você, o que acha da chegada da fabricante? Qual a sua experiência com modelos chineses? Comente e conte-nos suas impressões!

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 17h01


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03/07/2009

Na garagem

Duster é SUV baseado no Renault Sandero

A Renault tem uma série de novidades para sua linha a partir de 2010. Além do upgrade nos equipamentos de Sandero e Logan e da leve reestilização do médio Mégane (que em breve deixará de ser fabricado no Brasil para dar lugar a uma nova geração vinda da Argentina), ao menos dois lançamentos já são muito comentados na internet.


O primeiro responde pelo nome 'projeto H79' e pode ser visto na imagem abaixo:

 


Reprodução/Daciaclub.ro/Autos Segredos

Trata-se do SUV Dacia Duster, que utiliza a mesma plataforma da dupla Logan/Sandero (a B0). O jipinho da Dacia, marca romena da Renault, deve ser apresentado à Europa no Salão de Frankfurt, em setembro. E de acordo com o blogueiro Marlos Ney Vidal, do Autos Segredos, deverá desembarcar também por aqui, onde será fabricado.

 

Mais uma imagem:

 


Reprodução/Daciaclub.ro/Autos Segredos


O Duster (cujo nome pode significar, entre outras coisas, guarda-pó ou casaco/cobertura comprida mas leve, o que dá pistas sobre suas características) deve compartilhar elementos internos (como bancos e painel) com o hatch Sandero, assim como o Ford EcoSport faz com o Fiesta.

 

A motorização deverá ficar a cargo do já conhecido 1.6 16V flex da Renault. Outra opção é o 1.8 16V flex, utilizado pela Nissan, parceira japonesa da Renault. Há ainda a possibilidade de uso do bloco 2.0 16V, utilizado no Mégane, que passaria a beber álcool.

Veja outra imagem:

 


Reprodução/Daciaclub.ro/Autos Segredos


Além do SUV leve, haverá ainda uma picape compacta derivada do Logan, que deverá brigar num segmento dominado pela Fiat Strada, mas que promete pegar fogo com a chegada dos projetos da Volkswagen (a Arena, substituta da Saveiro) e da GM (com uma derivada da família Viva! para substituir a Montana).

Quer comentar o post e dizer o que achou do Duster? Ou tomar partido na futura briga das novas picapes? Utilize o campo abaixo!

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 13h34


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01/07/2009

Na garagem

É oficial: Soul no fim do mês por R$ 51.490

Nesta quarta-feira, dez dias após o último post publicado neste blog, a Kia Motors do Brasil divulgou a informação de que começará a vender o crossover Soul na última semana de julho. A pré-venda já foi iniciada e o preço inicial é de R$ 51.490, com transmissão manual, motor 1.6 de 124 cv de potência e IPI reduzido. Dentro, portanto, da faixa apurada por UOL Carros.


Divulgação
CLIQUE NA IMAGEM E VEJA O ÁLBUM DE FOTOS
Soul: a categoria é difícil de definir, mas o preço começa em R$ 51.490

A motorização 1.6, aliás, será comum a todas as cinco versões disponíveis para o comprador brasileiro. Lá fora (leia-se Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa), há também a opção de motor 2.0 equipando as versões Soul+, Soul! e Soul Sport, mas este bloco não está nos planos da montadora para o país.

Além do modelo de entrada, com o preço listado acima, haverá mais duas opções com câmbio manual -- com valores entre R$ 55,9 mil e R$ 59,9 mil -- e outras duas com transmissão automática -- custando entre R$ 60,9 mil e R$ 64,9 mil (mais caras do que o esperado). Para todos, a política de vendas da marca garante garantia por 5 anos ou 100 mil quilômetros.

De acordo com a Kia, o preço das versões top manual e automática incluem extras como câmera com visor LCD auxílio na marcha a ré e rodas de liga leve aro 18.

O lote inicial do modelo, importado da Coreia do Sul, será de 700 unidades e comprador poderá escolher entre as cores branco, vermelho cítrico, azul quartzo, prata brilhante, preto oriental, azul lunar e cinza titânio.

PS - O mês de julho promete: além da Kia, Volkswagen, Honda e Ford devem mostrar novidades em suas linhas. A conferir.
PS 2 - Em resposta a um dos comentários, o Soul deve ser importado com motorização a gasolina, apenas.

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 20h36


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