UOL Carros
 

26/03/2010

O mundo roda

Cinquecento pode, em tese, ficar mais barato

A Fiat confirmou com todas as letras nesta sexta-feira que o 500, ou Cinquecento, será seu primeiro grande produto nos Estados Unidos, e ainda este ano. É uma consequência do acordo com a Chrysler e o governo dos Estados Unidos, cujo texto prevê uma absorção gradual da companhia norte-americana pela italiana.

O minicarro deve representar mais 5% de participação da Fiat na Chrysler.

A declaração da Fiat sinaliza que o 500 pode entrar em produção na fábrica da Chrysler em Toluca, no México, a qual abastece o mercado dos EUA. Atualmente, o carrinho chega ao Brasil vindo da Polônia, onde a montadora italiana tem uma unidade. Por isso, paga cerca de 35% de taxa de importação. Feito no México, ficaria isento da tributação.

Murilo Góes/UOL
Fiat 500 não emplacou no Brasil: preço menor seria solução?

A expectativa, claro, seria a de a Fiat passar a trazer o 500 do país mais próximo, aproveitando a redução do imposto para baixar o preço brasileiro do carrinho, que hoje não sai por menos de R$ 65 mil.

Pode ser uma chance de reverter o relativo (e inesperado) fracasso do Cinquecento por aqui. Este ano, foram vendidas 177 unidades até a metade de março, menos que o smart e o Mini Cooper. No lançamento oficial, em outubro de 2009, a Fiat se dizia pronta para fornecer até 300 unidades do carrinho por mês. Até agora, o 500 não "pegou" no Brasil.

Escrito por UOL Carros às 17h19


comunicar erro COMUNICAR ERRO

25/03/2010

Derrapagem

Nano pega fogo logo após ser comprado

Essa história poderia estar na categoria "Na Garagem" e contar como um indiano voltou feliz para casa após pagar cerca de US$ 2,5 mil num Tata Nano. Mas o carro em questão pegou fogo apenas 45 minutos após sair da loja em Mulund, nos arredores de Mumbai (Noroeste da Índia), e o caso é mesmo uma "Derrapagem" no currículo do modelo mais barato do mundo.

Foto: AP


O Tata Nano zero-quilômetro em chamas, momentos após a compra

A foto acima, do Nano incendiado, é da agência AP (Associated Press), assim como as principais informações sobre o caso, que só agora chegou ao lado ocidental do planeta e com algumas divergências: a AP diz que o comprador/vítima é um engenheiro de software e não confirma se ele estava sozinho no momento da compra; já a agêndia indiana ND, de Nova Déli, o classifica como um corretor de seguros acompanhado da mulher e do filho pequeno.

Juntando as pontas, sabemos que o indiano Satish Purushottam Sawant saiu de casa no último domingo, dia 21, para comprar o primeiro carro da família. Na concessionária Concorde Motors, fechou a aquisição de um Tata Nano prata equipado com direção elétrica e tomada de 12V (opcionais), pelo equivalente a R$ 4.520. No caminho de volta para casa, o Nano enfeitado com flores (cortesia da loja) foi tomado pela fumaça. Rapidamente, Sawant encostou o carro e correu com mulher e filho para longe do veículo. Um motociclista que passava pelo local avisou ao motorista do fogo que tomava a parte traseira do carro, onde fica o motor.

A Tata Motors informou à AP que as causas da combustão espontânea do Nano -- que não teria sido o primeiro (leia no site parceiro Carsale) -- ainda estão sendo investigadas, mas que Sawant poderia escolher entre receber um Nano novo ou ter o dinheiro devolvido. A agência indiana ND, por sua vez, relata que o comprador está insatisfeito, já que não houve um pedido formal de desculpas por parte da montadora, que trata o caso como um incidente com veículo pré-série, que não deveria ter sido vendido a um consumidor. Ao que parece, o carro foi fabricado em 2008, quando os testes de segurança estavam incompletos, apesar da nota fiscal emitida pela Concorde tratar o carro como um modelo 2009.

Para encerrar a história, a AP informa que cerca de 30.000 unidades do Nano já circulam na Índia, apesar do escritório de Nova Déli da consultoria IHS Global Insight não recomendar a compra, como afirma o analista Deepesh Rathore: "Considerando os padrões de segurança, o Nano mal atinge a nota de corte".

Escrito por UOL Carros às 18h19


comunicar erro COMUNICAR ERRO

24/03/2010

Na garagem

Hilux será flex até o final do ano

Uma coisa que me chamou a atenção no lançamento da picape Volkswagen Amarok -- leia a reportagem de Ricardo Panessa aqui -- foi o fato de não se falar num futuro motor bicombustível para o modelo. O de estreia é um 2.0 turbodiesel com dois compressores, e haveria outros dois a caminho, um deles menor, com apenas uma turbina, e um de maior deslocamento. Mas ninguém mencionou álcool no tanque.

Divulgação

Isso é certeza: Toyota Hilux será bi até o final do ano

A novíssima picape da Volks que se cuide, então: pudemos confirmar recentemente que em algum momento do segundo semestre a Toyota Hilux, vice-líder de vendas no segmento e nêmesis de escolha da Amarok, ganhará -- seguindo a Mitsubishi L200 Triton -- motorização flex (aqui você lê sobre os modelos diesel e gasolina). É quase certo que isso ocorrerá antes do Salão do Automóvel de São Paulo (em outubro); o que não é certo é se o motor será o mesmo 2.0 que acaba de estrear no Corolla, talvez com alguma modificação para ganhar mais força, ou o 2.7 da Hilux a gasolina adaptado para usar álcool também.

Nenhum deles é verde-amarelo: o do sedã é japonês, o da picape é argentino. Os números têm diferenças consideráveis, mas não abissais: potência (com gasolina) de 142 cv e 158 cv, e torque de 19,8 kgfm e 24,5 kgfm, respectivamente. Com álcool, o motor de 2 litros do sedã -- que aliás é muito mais moderno que o VVT-i de 16 válvulas da picape -- atinge 153 cv de potência e 20,7 kgfm de torque.

Podem fazer as apostas quanto aos propulsores, mas a Hilux bicombustível é uma quase-realidade. Já a Amarok chegará ao mercado nacional (em abril, dizem) trazendo consigo uma hipótese.

Escrito por Claudio de Souza às 17h15


comunicar erro COMUNICAR ERRO

23/03/2010

O mundo roda

Elétrico i-MiEV quer se ligar no Brasil

O assunto "carros" gera discussões acaloradas em qualquer parte do mundo. No Brasil, temos assuntos particulares como, por exemplo, o fato da maioria de nossas plataformas estarem defasadas em relação ao que se fabrica/vende lá fora, apesar de pagarmos caro e comprarmos muito. Mas, e muito antes do que muitos imaginam, qualquer pessoa no país -- seja especialista ou apenas um... apaixonado por carros -- estará discutindo um assunto que está totalmente na ordem do dia dos principais centros mundiais: a importância (e a autonomia, a potência, o tempo de carga, o preço...) do carro elétrico e seu caráter fundamental para mantermos a mobilidade em um mundo mais sustentável.

Foto: Divulgação

Na foto, o i-MiEV que está no Brasil para "ver e ser visto"

É no que aposta a Mitsubishi, que já exibe aqui uma única unidade do pequeno i-MiEV para "sentir" o ambiente. O carro não tem condições de encarar as ruas brasileiras, já que ainda não foi homologado para nosso país, não se encaixa numa categoria para ter uma apólice de seguro e sequer foi adaptado à nossa direção de trânsito (o volante fica do lado direito da cabine, na mão inglesa, como é normal no Japão). Mas é nele que a montadora japonesa, estabelecida em Catalão (GO) e focada no segmento de veículos grandes e com apelo 4x4, aposta para fincar sua bandeira tecnológica e mostrar que é uma das pioneiras no "novo mundo".

i-MiEV é a soma do nome i (um compacto a gasolina da empresa no Japão) com o acrônimo para Mitsubishi innovative Electric Vehicle (ou veículo elétrico inovador da Mitsubishi). Com 3,39 m de comprimento, 1,47 m de largura, 1,60 de altura, 2,55 m de espaço entre-eixos e lugares para quatro pessoas, ele tem um visual que lembra muito o smart fortwo (ou mesmo o indiano Tata Nano, carro mais barato do mundo) e um tamanho menor que o de nossos populares (o Ford Ka mede 3,83 m, o Fiat Mille, 3,69 m, e o Chevrolet Celta, 3,78 m), embora seja mais alto e mais espaçoso que todos eles (veja e saiba mais sobre o projeto do i-MiEV).


Dotado de um motor elétrico de 64 cv/47 kW (corrente alternada) e 18 kgfm de torque instantâneo (desde a primeira pressão no acelerador), câmbio com uma marcha à frente (com três modos de rodagem para privilegiar economia e não desempenho) mais a ré, o i-MiEV pode alcançar a velocidade máxima de 130 km/h com força e conforto disponíveis apenas em carros de segmentos mais caros no país, informa a Mitsubishi. Há, no entanto, dois pontos negativos, sobretudo para as características nacionais: a autonomia é de apenas 160 km -- ideal para rodar no perímetro urbano, mas quase inviável para viagens -- e o tempo de recarga varia de 7 horas (direto em tomadas 220V) a 14 horas (em 110 V). No Japão, existem pontos de recarga expressa, onde se consegue 80% da carga em 30 minutos.

Como aqui não é o Japão, a chegada desse único i-MiEV ao Brasil é, sobretudo, estratégica: nesta semana, ele será mostrado à rede de concessionários da Mitsubishi no país e a compradores importantes. E, na próxima semana, participará de um fórum reunindo especialistas do ainda embrionário setor de veículos elétricos e representantes do setor automotivo nacional. Vai, assim, tentar marcar território antes que a concorrência mostre seu arsenal: a Mercedes-Benz deve anunciar, em algumas semanas, o lançamento de seu sedã de luxo híbrido S400 (saiba mais nesta nota do parceiro iCarros e veja fotos do modelo no álbum de UOL Carros), que utiliza baterias de íons de lítio para alimentar um motor elétrico auxiliar para o tradicional V6 de 3,5 litros a gasolina; e a Audi já disse, mais de uma vez, que o país esta na rota de seus futuros elétricos com o selo e-tron, seja com um bólido derivado da família R8 ou com o compacto A1, lançado no começo de março no Salão de Genebra (Suíça).

Fotos: Murilo Góes/UOL

Esbarramos com o i-MiEV nas ruas de Frankfurt (Alemanha), em 2009...
... quando a Mitsubishi aproveitou o Salão do Automóvel para divulgá-lo


Se, por um lado, os alemães já chegam com carros "de verdade", já prontos para serem vendidos, por outro são modelos caríssimos -- para se ter ideia, o Mercedes S400 custa o equivalente a R$ 310 mil em Portugal -- e disponíveis apenas para quem pode se dar ao luxo de pagar alto por um terceiro ou quarto veículo, que poderá ficar parado na garagem caso sua manutenção -- ou reabastecimento, para ficar no corriqueiro -- seja mais complicado. E o i-MiEV quer poder se mostrar uma alternativa popular, seja pelo porte pequeno, seja pelo preço mais em conta.

Quer, mas não pode, ao menos por enquanto. A Mitsubishi não diz explicitamente quando o elétrico teria condições de vingar comercialmente no país. Insistindo um pouco, UOL Carros ouviu da assessoria da marca que o modelo teria todas as condições de ser fabricado aqui num espaço que vai de 3 a 5 anos. Mas fácil é ouvir a resposta sobre o principal problema: o alto custo que o carro teria com a carga de impostos atual. O i-MiEV já é caro no Japão, onde sua produção começou ano passado: custa o equivalente a R$ 80 mil (o dobro do híbrido Toyota Prius, líder absoluto de mercado por lá), mas termina com um preço próximo aos R$ 50 mil por receber um bônus do governo. Na Europa, onde a Mitsubishi fez parceria com Citroën (que terá um modelo idêntico com o nome de C-ZERO) e Peugeot (que já mostrou o seu iOn), o carro é mostrado em todo canto desde o ano passado (UOL Carros o viu durante o Salão de Frankfurt, instalado num quiosque ao lado de uma estação de metrô) com o objetivo de conseguir incentivos semelhantes dos governos locais, baratear o custo final e viabilizar o lançamento comercial ainda neste semestre. No Brasil, sem qualquer incentivo e com a pesada taxação, o preço do i-MiEV chegaria fácil aos R$ 130 mil, inviabilizando qualquer negócio.

Assim, a pressa do i-MiEV é a mesma de todo e qualquer híbrido ou elétrico que queria enraizar seus fios no Brasil -- lembramos que a Fiat tem seu projeto de Palio Weekend elétrico (leia mais aqui) e que há o utilitário Edra Aris (aqui), em desenvolvimento no Estado de São Paulo: alargar a rede de fornecedores para baratear o custo de produção e, principalmente, convencer o governo a aprovar uma legislação específica para veículos elétricos, definindo sua classificação no mercado local e, mais importante, qual a quota justa de imposto a ser pago.

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 17h25


comunicar erro COMUNICAR ERRO

22/03/2010

Autopost

Novo Classic à vista

No último dia 17, UOL Carros havia dito aqui neste blog (releia aqui) que a temporada 2010 de lançamentos engatou a segunda marcha, ganhando velocidade: Volkswagen Jetta Variant (com apresentação nesta segunda-feira, 22) e Renault Logan com ligeiras modificações eram as novidades já confirmadas -- fora o Novo Uno, ainda indefinido -- de um ano que promete muita (muita!) notícia. Pois bem, o ano segue correndo e recebemos a confirmação de lançamento do novo Chevrolet Classic.


Foto: Felipe Pereira Bueno/Best Cars

Acima, flagra da traseira do novo Classic, ainda com o disfarce xadrez

O novo sedã compacto da GM já é visto a todo momento pelas ruas com o famoso disfarce xadrez. Mas quando ele se mostrará com a cara limpa? No dia 5 de abril, confirma a montadora.

E conforme apontaram diversos parceiros, entre eles o Best Cars (veja aqui), o novo Classic será muito semelhante ao chinês (sim!) Chevrolet Sail antigo (sim!), que saiu de linha por lá para dar lugar a uma nova geração (sim!), que pode ser vista na última foto, mais abaixo. Falando em semelhanças, as imagens do antigo Sail chinês mostram que, mesmo com frente e traseira diferentes, ele guarda um perfil muito próximo ao do nosso atual Classic.

Fotos: Divulgação

O antigo Chevrolet Sail (acima) deve inspirar nosso novo Classic...
... mas foi substituído por uma nova geração na China (abaixo)


Assim, não será difícil para esse chinesinho substituir a linha Classic -- derivada da linha Corsa original, que já tinha 14 anos de vida --, mas com a missão de manter a política atual de baixo preço (claro, com baixo custo para a montadora). E até por isso, não se esperam mudanças internas.

O resultado, você ficará sabendo aqui em UOL Carros, que também trará todos os detalhes do lançamento da Volks, hoje, da Renault, da Fiat... e de todos aqueles que forem sendo confirmados (apenas para lembrar, fala-se entre 50 e 70 novidades ao longo do ano).

Escrito por UOL Carros às 12h35


comunicar erro COMUNICAR ERRO

19/03/2010

Dirigimos

Citroën C3 é o melhor carro... da Citroën

Há duas semanas a Citroën anunciou o lançamento da linha 2011 do compacto C3, seu carro mais vendido no Brasil (a versão campeã é a GLX com motor 1.4). A principal novidade do modelo -- que já tem uma geração nova na Europa -- são alguns equipamentos que podem ser adquiridos no pacote Star. Com ele, qualquer C3 (inclusive o citado GLX 1.4) pode dispor de rodas de liga de aro 15 calçadas por pneus 185/60, sistema de som com comando na coluna de direção (e não no volante -- olhe para ele e a razão disso torna-se óbvia) e informações no painel. O C3 básico com esses mimos começa em cerca de R$ 38 mil.

É uma estratégia da Citroën para enfrentar o acirramento da concorrência no segmento dos compactos, no qual o carro da marca francesa passou a encarar não somente modelos mais sofisticados, como Volkswagen Polo e Fiat Punto, mas também novidades como o Chevrolet Agile e mesmo o VW Fox reestilizado, entre outros.

Para quem dispõe de bala na agulha, a Citroën criou também uma série limitada a 1.500 unidades, a Solaris, que, como insinua o nome, vem com teto solar -- daqueles que correm num trilho e dão uma subidinha, ficando com jeitão de defletor de ar. O dispositivo, muito raro em veículos do porte do C3, tem até memória de posição preferida (são duas). Montado sobre a versão Exclusive 1.6, o Solaris inclui ainda ar-condicionado digital, sensores de luminosidade e de chuva, freios com ABS e airbags frontais, além de transmissão automática de quatro marchas. O preço sugerido é de R$ 48.310.

Eugênio A. Brito/UOL


UOL Carros
foi o primeiro site a experimentar o C3 Solaris. Já falamos bastante desse compacto (leia texto aqui), mas eu mesmo não guiava um fazia bastante tempo. Convivi uma semana com o modelo e concluí o seguinte:

  • Algumas idiossincrasias do C3, que um dia tiveram seu charme, começam a irritar; o painel digital, que a cada dia eu acho mais horrendo e antifuncional, é uma delas;
  • O carro tem falhas indignas de um modelo que se diz premium: as portas continuam abrindo sem estágios (cuidado com a coluna da garagem!), a buzina precisa ser espancada (num lugar específico) para funcionar, o rádio usa ícones pretensiosos (o de AM/FM, que em todos os rádios do mundo vem como BAND ou simplesmente AM/FM, precisa de pós-doutorado em física para ser decifrado), o cinzeiro móvel em formato de copo é tosco etc.
  • O C3 com motor 1.6 e câmbio automático é um beberrão: rodando com etanol, apenas em trânsito urbano, secou um litro a cada 5 km, e com gasolina, nas mesmas condições, sorveu um litro a cada 6,2 km.
  • O diâmetro de giro é excessivo, o que dificulta as manobras em espaços mais apertados (de resto, esse é um problema geral dos Citroën).

    Mas...

    MAS...

    Há muita coisa bacana no C3, especialmente com esse trem de força. A saber:
  • O câmbio automático é automático de verdade. É muito bem escalonado e tem funcionamento suave -- algo que não se encontra nos compactos dotados de caixas automatizadas, que dão soquinhos;
  • O motor 1.6 entrega potência e torque suficientes para uma condução calma ou nervosa em cidade ou estrada; não é o C3 que diz a você como deve guiá-lo, e sim você que escolhe sua performance;
  •  Os ajustes do banco do motorista e da coluna de direção, somados ao espaço interno verticalmente amplo, permitem uma posição de dirigir capaz de agradar a quem tenha qualquer altura entre 1,40 metro e 2 metros (ok, é modo de dizer, mas é mais ou menos isso). E quem tem uma altura intermediária, como eu, pode escolher dirigir mais "deitado" ou no nível do sujeito que, na pista ao lado, vai a bordo de um SUV pequeno-médio;
  • A direção, com assistência elétrica, é possivelmente a melhor do segmento; 
  • Depois de sete anos de Brasil, a suspensão e a carroceria do C3 já são bastante adequadas às condições reais de nossas vias. Há um bom equilíbrio entre maciez e firmeza, os amortecedores dispõem de curso suficiente, e os pneus maiores da linha 2011 ajudam a compor um conjunto que privilegia o conforto, mas não assassina a estabilidade. Fora isso, tem razoável distância mínima do solo -- não raspa embaixo à toa, como é o caso do C4 Pallas;
  • Dizem que o C3 é carro de mulher e de homoafetivos, mas o que ele é -- mesmo -- é muuuuito bonito. E o teto solar lhe deu ainda mais charme.

    Enfim, o que eu queria mesmo dizer é que essa semana de degustação me convenceu de que o C3 com motor 1.6 e câmbio automático, com ou sem os mimos dos novos "packs", é o melhor produto da Citroën no Brasil, disparadamente. Se carros soubessem ler, imagine o que pensaria disso um C4 Pallas, hein?
  • Escrito por Claudio de Souza às 21h16


    comunicar erro COMUNICAR ERRO

    Derrapagem

    Honda CR-V mantém Tucson no retrovisor

    A consultoria americana J.D. Power e associados divulgou seu mais recente ranking baseado na pesquisa sobre carros mais confiáveis ("Vehicle Dependability Study", ou, literalmente, "Estudo de Confiabilidade de Veículos") do mercado dos Estados Unidos. A lista é feita tendo como base o depoimento de donos de carros com três anos de uso -- modelos 2007 e usados, portanto. E daí vem sua repercussão em todo mundo -- que rende até propagandas -- já que o resultado seria um "retrato da vida real" do uso do carro por lá.


    Foto: Divulgação
    O SUV (para eles MAV) compacto mais confiável para a J.D. Power é o Honda CR-V; Tucson, só em terceiro
    O SUV compacto mais confiável para a J.D. Power ainda é o Honda CR-V

    CLIQUE NA IMAGEM para ver a lista completa


    Pelos critérios da consultoria, pontos são atribuídos de acordo com os relatos de mais defeitos e falhas a cada 100 carros e, assim, o modelo (e consequentemente a marca) que tiver proporcionalmente menos pontos será aquela que menos deixa o motorista na mão. Logo, o dono do carro tende a seguir confiando e a se manter fiel à marca.

    No total, 198 possíveis problemas são avaliados. Na lista deste ano, com todos os critérios avaliados e médias feitas, o índice geral do mercado americano ficou em 155 pontos. Marcas com pontuação menor que 155 são as que mais se destacaram, segundo a J.D. Power. E a que mais se destacou foi a Porsche, que obteve 110 pontos no geral, embora nenhum dos esportivos da marca tenha liderado qualquer uma das categorias de satisfação. Entre as grandes, a líder de mercado Toyota foi a mais bem posicionada ao marcar 128 pontos e ficar com a sexta colocação, seguida por Honda (132 pontos) e Ford (141).

    Todos devem se lembrar que a Hyundai-Caoa, aqui no Brasil, ressaltou numa série de comerciais que seu SUV Tucson (e a própria) marca estavam acima de tudo e de todos no ranking da J.D. Power. Pois bem, a lista por marcas (que pode ser vista, em inglês, aqui) coloca a montadora coreana em 11º lugar (subiu três posições em relação à ultima publicação) com 148 pontos. Já o Tucson é o terceiro colocado entre os SUVs pequenos, atrás do Honda CR-V (que manteve a posição) e do Subaru Forester, conforme você confere no álbum especial que mostra quais os carros mais confiáveis para os americanos.

    O quanto a lista vale para nós brasileiros? Quase nada. Mas uma vez que ela rende peças publicitárias e muita discussão, vale a pena conhecê-la. Gostou da lista? Concorda, discorda, não acha nada? Deixe seu comentário e opine.

     

    Escrito por UOL Carros às 14h42


    comunicar erro COMUNICAR ERRO

    17/03/2010

    Autopost

    Próximos lançamentos: Jetta Variant e Logan

    A temporada 2010 de lançamentos engata a segunda marcha e começa a ganhar velocidade. Entre modelos inéditos, novas versões e reestilizações, fala-se em algo entre 50 e 70 novidades ao longo do ano, e duas delas já têm data marcada: o novo Volkswagen Jetta Variant e o Renault Logan de cara nova. Um terceiro carro, esse bem mais importante, que provisoriamente chamamos de Fiat Uno, ou Novo Uno, está à espreita também -- mas falemos primeiro dos que já foram confirmados.

    Nos dias 22 e 23, a Volks mostra à imprensa especializada o Jetta Variant, lançado lá fora em 2009 e que afinal desembarca por aqui. Leia-se, mostra o Jetta Variant com a dianteira do novo Golf europeu, o de 6ª geração.


    O Jetta Variant renovado será exibido nos dias 22 e 23

    Lá a station leva o nome do hatch médio, do qual deriva: Golf Variant. Aqui, traz no modelo atual a cara do Golf V estrangeiro, que jamais desembarcou em nossos portos (e ruas). Moral da história: o DNA do Golf VI chega ao Brasil primeiro no Jetta Variant -- um belo carro, mas que vende pouco num segmento que dá sinais gerais de esgotamento frente ao sucesso dos monovolumes e minivans. Não são esperadas alterações mecânicas na station, que deve manter o inusual propulsor de cinco cilindros e 170 cavalos.

    Algumas semanas depois será a vez do Renault Logan passar pela sua primeira reestilização. Seguindo os passos do carro europeu original, que é feito pela romena Dacia, o sedã ganha uma dianteira menos afeita ao realismo socialista do pé-de-boi lançado no Brasil em 2007. Uma barra cromada sobre a grade frontal é a principal assinatura dessa tentativa de sofisticação do Logan -- que, de resto, deve manter o espaço interno digno de um sedã médio como principal apelo de vendas (além do bom custo/benefício, é claro).


    Face-lift na dianteira tenta deixar Logan menos 'básico' 

    A apresentação do Logan (que a Renault chama de Novo Logan) está marcada para os dias 13 e 14 de abril, na Bahia. Qualquer alteração mecânica relevante (por exemplo, a adoção de um câmbio automático) será uma completa surpresa. O sedã deve continuar sendo empurrado pelos motores 1.0 e 1.6 da gama atual. O Dacia Logan MCV, minivan de até sete lugares, parece não ter espaço na estratégia da multinacional francesa para o Brasil -- afinal, por aqui já temos Livina e Grand Livina, da parceira Nissan.

    NOVO FIAT UNO
    Um dos lançamentos mais esperados do ano, e que vem sendo revelado a conta-gotas em UOL Carros e pela web em geral, é o carro que se convencionou chamar de Novo Uno, que o pessoal da Fiat, quando provocado sobre o assunto, ainda trata como Projeto 327. O compacto, que ocupará o espaço entre o Mille e o Palio, vem sendo fotografado em Minas Gerais, sede da montadora, com cada vez menos disfarces. O flagra mais recente foi do Best Cars, e pode ser visto aqui.

    Pois o fim desse jogo de esconde-esconde começa a ser vislumbrado: a preparação do lançamento para a imprensa está em pleno andamento, e pelo timing dela podemos dizer que o novo carro chega em abril ou, mais provavelmente, em maio. Aguardemos.

    Os lançamentos de Jetta Variant, Logan e Uno terão cobertura total de UOL Carros. Fique ligado. 

    Escrito por Claudio de Souza às 21h01


    comunicar erro COMUNICAR ERRO