UOL Carros
 

13/08/2010

Derrapagem

Freelander 2 e um dia de caça

Avaliar carros é mais do que apanhar a chave, apertar o cinto e sair a esmo. Carro na garagem, é feita uma reunião (de pauta) para definir qual o enfoque mais válido; paralelamente, há a escolha de possível locações para as fotos, sempre pensando em locais atraentes, sem muito trânsito (a não ser que a pedida seja enfrentá-lo) e respeitando as imposições da previsão do tempo. O objetivo é sempre ter material -- fotos e texto -- de boa qualidade. Ou seja: ter uma boa história para contar, (mesmo que nem tudo saia) como planejado.


Fotos: Murilo Góes/UOL

Nem falaremos nada sobre o Freelander limpinho...
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Land Rover Freelander 2 HSE (versão mais cara do SUV de entrada da marca, à venda por quase R$ 167 mil) na garagem, ficou definido que tentaríamos fugir do estigma "carrão que madame usa para ir buscar o filho na escola, fugir de enchente molhando os outros e fazer compras no fim da tarde". Todo mundo sabe que isso é o que ocorre, infelizmente, na vida real. O fotógrafo Murilo Góes avisou que não havia chovido, mas que talvez desse para encontrar "uma laminha" em lugares seletos. Ponto de partida perfeito: mostrar que o Freelander poderia ir além.

Está na ficha técnica do carro: comando eletrônico de torque, capacidade de imersão de 560 mm, bons ângulos de ataque e de saída... e o bom sistema de gerenciamento da tração 4x4 sob demanda aliado ao Terrain Response, que permite a seleção de programações específicas para determinadas condições de terreno. Só faltou mesmo bloqueio de diferencial e capacidade de se modificar a altura da suspensão, como em modelos mais caros da marca. Mas já são boas credenciais para encarar alguma aventura fora-de-estrada.

Tudo definido, hora de trabalhar. Na cidade, o Freelander já havia demonstrado sua "força" dando conforto de sobra dentro da cabine, como num sedã de alto luxo. Som premium e sistema de navegação acessíveis por meio da tela sensível ao toque -- e com um "plus a mais": quem vai atrás pode escutar programações paralelas, usando fones de ouvido, sem incomodar ou ser incomodado por quem vai à frente ou mesmo ao lado. O porta-malas, com mais de 750 litros, tem espaço de sobra para compras e transportes do cotidiano. Rebatendo os bancos, dá até para fazer uma mudança pequena. O carro facilita, e muito, a vida do condutor, embora seja enorme e, sob trânsito pesado, tenha a desenvoltura de um elefante.


Nada de enchente, o objetivo era desafiar o adverso de verdade

Mas o objetivo era mostrar como o carro se comportaria fora do asfalto, e o rumo escolhido foi a vila histórica de Paranapiacaba, com algumas trilhas de Araçariguama na sequência, ambas na Grande São Paulo. E tudo correu muito bem. Mesmo sendo o menor da turma Land Rover,o Freelander mostrou "profissionalismo". A tração sob demanda e seus programas para terrenos escorregadios, lama, sulcos e pedras e o assistente de descida em declives (DSC) "tateavam" o solo e nos permitiam vencer diferentes obstáculos, alguns escolhidos por puro exibicionismo (e vontade de fazer boas fotos), é preciso confessar. O potente motor, com seus 233 cv, demonstrou que seu vigor é tão (ou mais) útil com o "pé na lama" quanto em acelerações e retomadas na rodovia -- fala alto aí o bom torque, de 32 kgfm logo às 3.200 rpm.


No fim, a queda. Mas não adianta negar: você ficou com inveja

Já no final do dia, porém, um rádio passado pelo Murilo informou que uma das manobras teria de ser repetida, porque a máquina esgotara a memória do cartão e a foto não havia sido feita. Após limpar o suor do rosto e engolir em seco (o trecho havia sido o mais difícil, mas assim mesmo deixado para trás), concordei. Mas nem houve tempo para agir ou reagir: com uma escorregadela, o carro parou sobre um lamaçal formado por um curso d'água. Não adiantou girar o seletor, ao mesmo tempo em que o bom senso mandou não pisar muito forte sob risco de ficar ainda mais preso. "Cadê o bloqueio de diferencial?" Momentos depois a pergunta já era "Onde está a pá?" ou "Por quê repetir o (maldito) movimento?". O jeito foi sair em busca de socorro, sem sinal de celular e a alguns quilômetros da vila mais próxima.



A ajuda -- registrada na foto acima -- veio no cair da noite, com o trator guiado por Boi e seu amigo vestido com agasalho e camisa do Corinthians (aqui vai um "salve" aos dois!), dotado do providencial cabo de aço. "Se chegou até aqui, este carro é mesmo valente", assegurou Boi, contando ter atolado uma caminhonete "traçada" (4x4) no mesmo ponto havia dois dias. Em seguida, ele convidou: "Quando tiver outro carro destes, ou mais preparado, pode voltar". Convite que será aceito -- assim que possível.

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 20h53


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Na garagem

O que você acha do Logan?

 
 

O que você acha do Logan?

UOL Carros publicou, nesta Sexta 13, suas impressões sobre o sedã Renault Logan. Após mais de duas semanas a bordo de duas versões do compacto, entregamos ao internauta um belo álbum de fotos de Murilo Góes e a análise do modelo.

Foto: Murilo Góes/UOL

CLIQUE NA IMAGEM e veja o álbum e nossas impressões


Falamos sobre as vendas do Logan (que vem perdendo para todos os rivais), mas também de suas características, e apontamos o que nos agradou e do que não gostamos no carro. Mas faltou o mais importante: a opinião do consumidor.

Quer dizer o que acha do Renault Logan, o que te agrada no sedã ou o que você odeia? Entre no campo de comentários abaixo e deixe sua opinião.

Escrito por UOL Carros às 16h08


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10/08/2010

Dirigimos

Passat CC é o mais divertido Volkswagen

Gol, Voyage, Saveiro, Fox (CrossFox), SpaceFox, Polo, New Beetle, Bora, Eos, Jetta (e Variant), Tiguan, Touareg, Amarok, Passat (e Variant)... pode listar e verificar. Nenhum dos outros modelos vendidos pela Volkswagen no Brasil é tão interessante quanto o cupê Passat CC. Sob todos os aspectos.

Experimente falar para o amigo ou para a namorada que você está de Passat e vai ver um sorriso amarelo estampar o rosto a sua frente, típico de quem está pronto a te chamar de "tiozão", mas não tem coragem. Sem problema: qualquer feição se transforma ao perceber que o Passat em questão não é o sedã grande ou sua perua, e sim o Comfort Coupé, que também tem quatro portas, mas é menos executivo e muito (muito) mais esportivo.

Fotos: Murilo Góes/UOL


No desempenho, não dá para confundir o CC com outro modelo
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A diferença é tanta, que sendo produzido sobre a mesma plataforma dos outros Passat de sétima geração (e também do conversível Eos), o CC acaba tratado apenas pela sigla em diversos mercados, para não ter confusão. Afinal, ser um autêntico entortador de pescoços não é tarefa para qualquer um. Mas o que faz do CC um carro tão divertido?

Talvez o estilo tão aerodinâmico quanto uma bala: a frente é afilada, larga e baixa (fique atento a lombadas, valetas e entradas de garagem em geral); o V onde está instalada a grade frontal e o logo da fabricante se pronuncia; as caixas de roda são ressaltadas; a linha encorpada do ombro conduz seus olhos ascendentemente até a lanterna, que invade a lateral e determina, rapidamente, o fim da carroceria, espichado, mas sem formar um terceiro volume. O teto é tão baixo que quase continua a linha entre o para-brisa e a traseira... Enfim, são formas que causam surpresa mesmo quando preenchidas de cores sóbrias, como preto e prata.

Talvez o terreno em que compete: estamos falando de um modelo produzido pela Volks para encarar a concorrência premium alemã. O alvo, ainda em 2008, era o Mercedes-Benz CLS, pioneiro no "só cabem quatro pessoas, todas devidamente engravatadas"; hoje, temos também Audi A5 Sportback e teremos o A7, ambos desenvolvidos no "quintal", já que a marca das quatro argolas pertence ao grupo VW. Há ainda a previsão do BMW Gran Coupé. E até a presença de competidores de nível (leia preço) mais elevado, como o Porsche Panamera e Aston Martin Rapide (sendo este um inglês), mas aí a história é outra.

Talvez o ambiente interno, onde o plástico emborrachado escuro contrasta com o aço escovado e serve de pano de fundo para as dezenas de botões de controle e sua iluminação amarelo-avermelhada. O volante multifuncional com comandos para troca de marcha do CC é tão bem resolvido que inspirou os equipamentos utilizados amplamente pela marca (hoje, estão até no Gol I-Motion, veja só). Mas só dentro do CC tudo reluz quando banhado pela luz do sol que surge através do enorme teto panorâmico elétrico chamado de Skyview (um dos poucos opcionais, ao lado do ar digital Climatronic de duas zonas, do piloto automático adaptativo e da persiana elétrica para o vidro traseiro).


FICHA TÉCNICA DO PASSAT CC

LISTA DE EQUIPAMENTOS

Mas, para UOL Carros, o que define o alto grau de diversão do CC é o quanto ele pode acelerar sem perder a trajetória. Há alguns meses, pudemos testar o modelo por algumas voltas em Interlagos (aliás, o autódromo nomeia as rodas aro 18). Agora, percorremos rodovias do Estado de São Paulo e alguns lugares com pouco movimento na região metropolitana. Nas duas ocasiões a sensação foi a mesma: bastou pisar firme no pedal direito para levar o conjunto aos 250 km/h (controlados eletronicamente) na pista, ou cortornar curvas "civis" no limite permitido pela lei. Quase sem tempo para respirar, sem fazer escândalo, sem consumir muito (8 km/l na cidade, 10,5 km/l na estrada), nem desgarrar uma única vez. Culpa do motor V6 de 3,6 litros com injeção direta gasolina (FSI), 300 cv (a 6.600 rpm) e torque de 35,6 kgfm (de baixas 2.400 a 5.300 rpm); da transmissão de dupla embreagem (DSG) com seis marchas; dos freios com ABS, EBD e controle de estabilidade (ESP); e da tração integral permanente 4Motion, com controle eletrônico de deslizamento (ASR) e do bloqueio de diferencial (EDS).

Tudo tão perfeito, que nem lembramos da existência de airbags por toda a carroceria (frontais, laterais e de cortina). Nem do preço, em torno dos R$ 175 mil. Sabe como é, diversão da boa (ainda) custa caro. Gostou também? Não gostou? Opine!

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 22h05


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09/08/2010

Na garagem

Chinesa Chery quer o Brasil

Tornou-se rotineiro, nos últimos meses, falar da "invasão vermelha" no setor automotivo nacional, embora os modelos disponíveis até então pouco contribuam para isso: visual longe de ser atrativo e excesso de falhas são o padrão. Mas a Chery e, em breve, a JAC (que chegará através do grupo SHC, do empresário que trouxe a Citroën e trará a Aston Martin ao país) querem alterar este ponto-de-vista.


Fotos: Divulgação


O compacto S18 (acima) será atração da Chery no Salão de SP,
assim como o sedã A13; ambos chegam em 2011 com outros nomes




"Quando se falar em carro chinês, a partir de agora, vai ter de ser daqui para cima. Criamos outro patamar de qualidade e o cliente vai perceber isso", afirma o presidente da representação da Chery no Brasil, Luís F. Curi. A promessa do executivo é fazer a marca deslanchar com a chegada do compacto Face (veja a avaliação do modelo em UOL Carros), vender 10 mil unidades ainda este ano (6 mil só do Face) e trazer novos modelos já durante o Salão do Automóvel de São Paulo, que começa em outubro.

"Mostraremos o S18, compacto menor que o Face, e o sedã A13. Ambos estão cotados para chegar ainda em 2011, mas com outros nomes. E, mais tarde, podem ser fabricados aqui", diz Curi, que também garante a exposição da versão elétrica do S18 no evento paulista. O parceiro iCarros lista aqui outros modelos chineses que estarão presentes ao evento.

Ainda em 2011, devem chegar as primeiras versões com motor flex: o subcompacto QQ e o Face são os favoritos e devem elevar as vendas a 40 mil unidades. Quanto à fábrica, o executivo afirma estar em fase avançada de negociação, mas desconversa quando perguntado sobre a informação publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" na última semana: planos de investimento já estariam definidos, mas com a marca chinesa assumindo toda a operação, sem qualquer participação do grupo comandado por Curi. De toda forma, a produção local elevaria as vendas a quase 200 mil unidades.

Foto: Murilo Góes/UOL

Face pode ter motorização flex (de 1,1 ou 1,3 litro) em meados de 2011
CLIQUE NA FOTO e veja a avaliação do modelo


E para quem contesta o pensamento citando o chamado "custo Brasil", Curi afirma que estudos encomendados pela Chery mostram: fabricar carros no Brasil seria vantajoso, apesar da mão-de-obra mais cara. O preço dos componentes cairia sem a sobretaxação paga por produtos e peças importados (com a "cascata" de impostos atual, o percentual beira os 45%) e isso fecharia a conta. "Não teria o mesmo patamar (de preço) que os chineses importados, mas seria mais vantajoso que o cobrado pela concorrência no país, e ainda teria custo de manutenção até 15% menor", calcula Curi.

O que você achou do Chery Face? E o que acha que os carros chineses podem fazer no Brasil? Opine!

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 20h31


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Na garagem

Audi esportivo adere ao branco

UOL Carros fala com o Brasil todo, mas é baseado em São Paulo. E, por aqui, branco é cor de taxi. E por ser cor de carro de praça, acaba marginalizado: é difícil ver, comprar, vender e... falar bem de carro "civil" com carroceria branca. Mesmo em outros pontos do país a coisa não é muito diferente, já que a cor é utilizada por apenas 10% dos exemplares vendidos no país.

Foto: Divulgação


Você chegaria mais rápido ao trabalho se o Audi TT White fosse taxi...

Mas muita gente concorda que o branco, em determinados tons e em certos modelos, cai muito bem. Assim, a cor ganha espaço em esportivos e/ou modelos de imagem (como já ocorre no exterior). Tanto que a Audi acaba de anunciar a chegada de uma série especial de seu cupê esportivo Audi TT, chamada de White, ao país.

Com lote limitado a 15 exemplares, o Audi TT branco tem visual sincronizado ao da versão RS, garantindo o perfil "malvado", também encontrado na edição TTS (o teste de UOL Carros, você revê aqui). A carroceria de alumínio pintada de branco tem detalhes contrastantes na cor preta: retrovisores externos, aerofólio traseiro e rodas aro 18.

O preço é alto como sempre, R$ 216.270, assim como a potência do motor 2.0 Turbo com injeção direta de gasolina, que chega aos 200 cv, cumpre o 0-100 km/h em pouco mais de 6 segundos e vai aos 240 km/h.

E você, o que acha de carros brancos? E de outras cores? E do domínio preto/prata no Brasil? Opine!

Escrito por UOL Carros às 12h33


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05/08/2010

O mundo roda

Chevrolet Spark e a parafina

UOL Carros não tem nada (de novo: nada) de saudosista, mas temos de confessar que, às vezes, é mais fácil amar aos antigos. 

Fotos: Divulgação

CLIQUE NA IMAGEM para ver o álbum de fotos do Spark Woody


A culpa deste digamos "surto" é do Chevrolet Spark Woody, edição do compacto da GM que você vê na foto acima e que será mostrado ao público que for ao Salão de Paris, a partir de setembro. Ok, a roda diferente e o pneu com faixa branca são legais. Mas o que é este aplique de vinil imitando uma lateral de madeira?!?

A ideia foi homenagear às wood wagons das décadas de 1950 e 1960, que fizeram sucesso entre famílias "descoladas" (qual deveria ser o termo à época? "Mente aberta", "sem grilo"... ?) e, também, tribos de surfistas.

Quer dois exemplos? Um é o Chevrolet Fleetmaster 1948, no qual aliás o Spark Woody deve ter sido inspirado. Outro, mais próximo da proposta ainda é o modelo 1954 (segunda imagem abaixo) da Mercury, marca da Ford, também com rack para prancha. Ambos muito mais na vibe, certo?



Acima, o Chevrolet Fleetmaster 1948; abaixo, perua Mercury Monterey de 1954



Só para voltar ao futuro, o Spark é o mais recente compacto da Chevrolet/Daewoo, vendido por iniciais 9.500 euros na Europa e que deve chegar aos Estados Unidos no segundo semestre de 2011 e, mais tarde, ao Brasil, muito provavelmente na forma de inspiração para a nova família Onix da GM local, para substituir Celta e Prisma.

E já que a nostalgia surfista cinquentona pintou...

If everybody had an ocean
Across the U.S.A.
Then everybody'd be surfin'
Like californ-I-A
...
Yeah, everybody's gone surfin'
Surfin' U.S.A.

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 20h15


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02/08/2010

Na garagem

(Espiamos o) Hyundai ix35, mês e meio depois

Atualizado às 22h50

Ele chegou às lojas durante a Copa do Mundo, sem alarde, sem o som de qualquer vuvuzela para anunciá-lo, quase escondido. E, nas ruas, (ainda) praticamente inexiste. Mas tudo deve mudar a partir desta terça-feira (3), quando o Hyundai ix35, sucessor do Tucson no exterior (mas que por aqui já é vendido como um carro de nível superior), será oficialmente apresentado à imprensa especializada.


Fotos: Murilo Góes/UOL


Na imagem, 41 unidades do ix 35 à espera de motoristas
...
... para os cerca de 120 quilômetros de test-drive desta terça-feira




UOL Carros estará presente ao evento, em Florianópolis (SC), e contará de lá as principais informações e as primeiras impressões, bem como trará fotos exclusivas do SUV, cujo preço orbita os R$ 90 mil.

...

P.S. 1: Pois bem, o trecho acima foi escrito ainda em São Paulo, mas logo na chegada a Florianópolis (SC) encontramos algumas unidades do modelo prontas para o test-drive da terça-feira -- 41 carros para ser mais específico (alguns colegas jornalistas dizem que no total o evento contará com 45, portanto se você comprou um e ainda não o recebeu, contenha os ânimos).  E como algumas estavam até destrancadas, resolvemos adiantar alguns detalhes.

Sim, o modelo tem visual extremamente agressivo, mas fica a dúvida: ele pode cansar rápido? Só o tempo e os compradores dirão.

E, sim, ele tem excesso de plásticos duros em seu interior, como comentaram diversos leitores. É algo que não combina definitivamente com um carro de mais de R$ 90 mil, mas acaba sendo uma consequência direta da política da fabricante de mascarar um carro de um segmento como outro de nível superior (lembre-se, este deveria ser um "novo" Tucson, carro na faixa de R$ 60/70 mil).



Modelo realmente tem excesso de plásticos duros, mas espaço é bom...
... câmbio tem seis marchas e motor é um DOHC 2.0 VVT-i de 175 cv




Ainda assim, o carro tem amplo espaço interno (cinco pessoas ficam folgadas em seus bancos de couro), detalhes como botão Start/Stop para partida, e painel com iluminação azul.

Claro, sentimos falta da tela para o sistema de entretenimento, substituída por um tipo de rádio/CD. O ar-condicionado é digital, mas não temos ventilação para quem vai atrás, pelo menos não na unidade em que (sorrateiramente) entramos. Mais ou menos, é como se estivéssemos em um i30 anabolizado.

Quanto à motorização, fotografamos este bloco DOHC 16V, que segundo o site do fabricante é um 2.0 de 170 cv e 20 kgfm. Sites especializados, porém, apontam que ele tem 4 cavalos a menos... veremos o que diz a ficha técnica. Há ainda a opção de câmbio manual ou automático de seis marchas (não notamos, porém, opção de borboletas para trocas sequenciais). E, na versão topo da gama, motor 2.4 com tração 4WD.

O último flagra, porém, não foi registrado pelo fotógrafo Murilo Góes: é grande a presença de profissionais e executivos coreanos aqui em Florianópolis, sendo que boa parte deles passou a noite preparando a apresentação que será feita a jornalistas de todo o Brasil e também da América Latina.

Serão apontados o caráter agressivo do visual, a atração do público mais jovem, o nível de segurança e um certo conforto diferenciado. Um gráfico apontará de três a quatro modelos como rivais diretos, entre uma infinidade de SUVs com tração 4x2 ou integral. Alguns, os próprios leitores deste blog já definiram: Honda CR-V, Chevrolet Captiva, Volkswagen Tiguan e o meio-irmão Kia Sportage, que também mudará em breve. Vale lembrar que, pela Fenabrave, o ix35 já vende mais que o Tiguan: 703 contra 312 em julho, 862 contra 854 no ano.

Mas chega de espiar. Em algumas horas traremos informações oficiais, opiniões fundamentadas e fotos exclusivas do Hyundai ix35.

P.S. 2: Se ainda restam dúvidas e aflições ou se a ansiedade aumentou, siga desabafando no campo de comentários abaixo.

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 04h41


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O mundo roda

Sem essa de 'carro de mãe'...

 
  Os executivos das montadoras e os entendidos de mercado sustentam que isso é normal no processo de amadurecimento do mercado. O fato é que, na mesma semana em que foi dada a notícia da aposentadoria da minivan Renault Scénic, pioneira do segmento no Brasil, a Fiat apresentou a primeira reformulação de seu monovolume Idea, lançado em 2005.


Foto: Murilo Góes/UOL

CLIQUE e veja mais imagens do Fiat idea 2011


O novo modelo chega neste começo de mês às lojas do país com visual mais agressivo, embora mude quase nada por dentro, disposto a uma coisa: vender para públicos diferentes e, de alguma forma, ir além do estabelecido pelo rótulo de "carro de mãe", informal, mas amplamente conhecido no mercado (saiba mais sobre o Idea 2011 aqui).

O fato é que, aos poucos, o público começa a ficar mais exigente e as montadoras estão percebendo que -- monovolume ou não, carro de família, de frotista ou de motorista recém-habilitado -- modelo algum tende a ter sucesso sem ter alguma dose de inovação.

Em tempo: UOL Carros está produzindo uma reportagem sobre o que um bom carro de família deve ter e o que pode oferecer como diferencial. Dúvidas, sugestões, reclamações e comentários? Utilize o campo abaixo.

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 04h27


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