UOL Carros
 

13/08/2010

Derrapagem

Freelander 2 e um dia de caça

Avaliar carros é mais do que apanhar a chave, apertar o cinto e sair a esmo. Carro na garagem, é feita uma reunião (de pauta) para definir qual o enfoque mais válido; paralelamente, há a escolha de possível locações para as fotos, sempre pensando em locais atraentes, sem muito trânsito (a não ser que a pedida seja enfrentá-lo) e respeitando as imposições da previsão do tempo. O objetivo é sempre ter material -- fotos e texto -- de boa qualidade. Ou seja: ter uma boa história para contar, (mesmo que nem tudo saia) como planejado.


Fotos: Murilo Góes/UOL

Nem falaremos nada sobre o Freelander limpinho...
CLIQUE E VEJA MAIS no álbum de fotos exclusivo


Land Rover Freelander 2 HSE (versão mais cara do SUV de entrada da marca, à venda por quase R$ 167 mil) na garagem, ficou definido que tentaríamos fugir do estigma "carrão que madame usa para ir buscar o filho na escola, fugir de enchente molhando os outros e fazer compras no fim da tarde". Todo mundo sabe que isso é o que ocorre, infelizmente, na vida real. O fotógrafo Murilo Góes avisou que não havia chovido, mas que talvez desse para encontrar "uma laminha" em lugares seletos. Ponto de partida perfeito: mostrar que o Freelander poderia ir além.

Está na ficha técnica do carro: comando eletrônico de torque, capacidade de imersão de 560 mm, bons ângulos de ataque e de saída... e o bom sistema de gerenciamento da tração 4x4 sob demanda aliado ao Terrain Response, que permite a seleção de programações específicas para determinadas condições de terreno. Só faltou mesmo bloqueio de diferencial e capacidade de se modificar a altura da suspensão, como em modelos mais caros da marca. Mas já são boas credenciais para encarar alguma aventura fora-de-estrada.

Tudo definido, hora de trabalhar. Na cidade, o Freelander já havia demonstrado sua "força" dando conforto de sobra dentro da cabine, como num sedã de alto luxo. Som premium e sistema de navegação acessíveis por meio da tela sensível ao toque -- e com um "plus a mais": quem vai atrás pode escutar programações paralelas, usando fones de ouvido, sem incomodar ou ser incomodado por quem vai à frente ou mesmo ao lado. O porta-malas, com mais de 750 litros, tem espaço de sobra para compras e transportes do cotidiano. Rebatendo os bancos, dá até para fazer uma mudança pequena. O carro facilita, e muito, a vida do condutor, embora seja enorme e, sob trânsito pesado, tenha a desenvoltura de um elefante.


Nada de enchente, o objetivo era desafiar o adverso de verdade

Mas o objetivo era mostrar como o carro se comportaria fora do asfalto, e o rumo escolhido foi a vila histórica de Paranapiacaba, com algumas trilhas de Araçariguama na sequência, ambas na Grande São Paulo. E tudo correu muito bem. Mesmo sendo o menor da turma Land Rover,o Freelander mostrou "profissionalismo". A tração sob demanda e seus programas para terrenos escorregadios, lama, sulcos e pedras e o assistente de descida em declives (DSC) "tateavam" o solo e nos permitiam vencer diferentes obstáculos, alguns escolhidos por puro exibicionismo (e vontade de fazer boas fotos), é preciso confessar. O potente motor, com seus 233 cv, demonstrou que seu vigor é tão (ou mais) útil com o "pé na lama" quanto em acelerações e retomadas na rodovia -- fala alto aí o bom torque, de 32 kgfm logo às 3.200 rpm.


No fim, a queda. Mas não adianta negar: você ficou com inveja

Já no final do dia, porém, um rádio passado pelo Murilo informou que uma das manobras teria de ser repetida, porque a máquina esgotara a memória do cartão e a foto não havia sido feita. Após limpar o suor do rosto e engolir em seco (o trecho havia sido o mais difícil, mas assim mesmo deixado para trás), concordei. Mas nem houve tempo para agir ou reagir: com uma escorregadela, o carro parou sobre um lamaçal formado por um curso d'água. Não adiantou girar o seletor, ao mesmo tempo em que o bom senso mandou não pisar muito forte sob risco de ficar ainda mais preso. "Cadê o bloqueio de diferencial?" Momentos depois a pergunta já era "Onde está a pá?" ou "Por quê repetir o (maldito) movimento?". O jeito foi sair em busca de socorro, sem sinal de celular e a alguns quilômetros da vila mais próxima.



A ajuda -- registrada na foto acima -- veio no cair da noite, com o trator guiado por Boi e seu amigo vestido com agasalho e camisa do Corinthians (aqui vai um "salve" aos dois!), dotado do providencial cabo de aço. "Se chegou até aqui, este carro é mesmo valente", assegurou Boi, contando ter atolado uma caminhonete "traçada" (4x4) no mesmo ponto havia dois dias. Em seguida, ele convidou: "Quando tiver outro carro destes, ou mais preparado, pode voltar". Convite que será aceito -- assim que possível.

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 20h53


comunicar erro COMUNICAR ERRO

21/07/2010

Derrapagem

Disfarce de Clio ou Clio disfarçado?

A avenida Brigadeiro Faria Lima é um dos centros nervosos da cidade de São Paulo por fazer parte de importantes corredores viários e econômicos da metrópole. Assim, foi um dos pontos escolhidos para algo no mínimo inusitado, como mostra a imagem abaixo:

Fotos: Eugênio Augusto Brito/UOL


Celta "disfarçado" de Clio em via de São Paulo...

A gente poderia explicar isso -- um Chevrolet Celta "vestido" com uma capa de Renault Clio estacionado numa rua que dá acesso à Faria Lima -- de muitas formas, mas vamos direto ao ponto: é uma peça da campanha publicitária do Clio 2011.

O carro não mudou em relação ao Clio Campus conhecido de todos, com seu motor 1.0 16V de 77/76 cv de potência (etanol/gasolina) e suas rodas aro 14, como mostrou o parceiro MotorDream. Só ganhou a garantia total de 3 anos já disponível para Sandero e Logan. Mas a Renault afirma em sua campanha que o "novo" Clio é o carro que todo popular gostaria de ser.


... é peça de marketing da Renault

Vale lembrar que em junho (último mês com balanço total fechado pela Fenabrave), o Renault Clio foi o último colocado entre os hatches compactos de entrada, os chamados populares, com 1.071 unidades; agora, na primeira quinzena de julho, mantém a posição com 887 unidades. Só para comparar, o Celta vendeu 5.876 unidades neste começo de mês (quarta posição, atrás de VW Gol e Fiat Uno/Mille).

Isso posto, vem a pergunta: haverá mesmo algum outro carro querendo se perfazer de Clio? Quer comentar? Utilize o campo baixo!

P.S.: UOL Carros testará o Clio 2011 logo mais, em data oportuna. Tem dúvidas, questões e comentários? Continue utilizando o campo abaixo.

Escrito por UOL Carros às 18h15


comunicar erro COMUNICAR ERRO

30/06/2010

Derrapagem

PT Cruiser vai embora, mas deixa saudade?

O fim do "cult', "retrô", "estiloso", "mafioso", "invocado", "esquisito", "diferente"... Chrysler PT Cruiser já havia sido anunciado. Foi em janeiro. A Chrysler, em aliança com a Fiat (na verdade, praticamente sob direção da fabricante italiana), não via mais sentido na fabricação do modelo lançado em 2000. A filial brasileira, no entanto, tentou desconversar: o modelo sempre foi cultuado por aqui. E, curiosamente, o carro foi ficando, salvo pela crise (veja só!).


Foto: Divulgação


CLIQUE NA FOTO e veja um pouco da história do PT Cruiser


Mas agora já era, é mesmo o fim da linha. A matriz avisou e gritou a data, que é para ninguém duvidar: em 9 de julho, antevéspera da decisão da Copa do Mundo, a fábrica mexicana de Toluca deixa de produzir o modelo. De acordo com o parceiro Interpress Motor, as instalações serão preparadas para fazer a versão voltada aos Estados Unidos do Fiat Cinquecento. Que muito provavelmente terá o emblema da Chrysler por lá (leia mais aqui).

tratamos do assunto neste blog, mas como adoramos polêmica, retomamos a carga. Certa vez perguntamos "Qual o melhor hatch médio vendido no Brasil?", e o modelo foi o terceiro menos votado (só ganhou do VW New Beetle, outro retrô, e do Nissan Tiida). O carro também foi o quarto "mais feio à venda no país", em enquete do Interpress.

Então, vote na nova enquete de UOL Carros e diga se o PT Cruiser é legal ou é trambolho: "O modelo vai deixar saudade ou já vai tarde?

Apenas um palpite por pessoa é permitido e a votação termina na segunda-feira 12, um dia após sabermos qual país é o melhor no futebol -- e três após a aposentadoria do PT Cruiser. Torça! Vote! Comente!

Escrito por UOL Carros às 13h19


comunicar erro COMUNICAR ERRO

04/05/2010

Derrapagem

Fenabrave e a gafe com marcas chinesas

A intenção era celebrar o bom momento do mercado de carros novos no Brasil, aquecido (leia mais aqui) apesar do fim da redução do IPI e firme rumo ao novo recorde anual, com vendas 8,45% maiores e marca acima das 3 milhões de unidades até o final de 2010. Mas aí a gafe aconteceu...

Durante a coletiva de imprensa para divulgação dos dados do mês de abril, nesta terça-feira (7), o presidente da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores) Sergio Reze foi interpelado pelos jornalistas sobre a situação do mercado nacional e a previsão para os próximos meses e anos. E foi na resposta, segundo informou a rádio "CBN", que o executivo tropeçou, ao dizer que o setor não poderia ser uma "25 de Março".

Fotos: Reprodução/Divulgação

Acima, o Chery Face, segundo modelo na marca chinesa no Brasil...

... que verá a chegada, no segundo semestre, da JAC (abaixo, a perua J6)



A 25 de Março em questão é a rua do centro da cidade de São Paulo, conhecida em todo o Brasil como forte ponto de compras do comércio popular. Acontece que a rua também é conhecida como local onde se podem encontrar produtos de baixa qualidade, origem duvidosa (e, consequentemente, preços ainda mais baixos) e que vêm de todas as partes do mundo, inclusive da China. Pegou mal e Reze tratou de se justificar:

"Eu exagerei um pouco na resposta anterior, não posso tratar os chineses e indústrias chinesas desta forma. O que quis dizer é que a [rua] 25 de Março significa a falta de regras, e o que não pode ter é falta de regra. Tendo regra, todo mundo é bem-vindo", afirmou Reze à rádio.

O fato é que assim como ocorreu com japoneses, na década de 1990, e coreanos, nos dez anos seguintes, agora é a vez dos chineses mostrarem seus produtos no país. E os planos são promissores: de acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo", a Chery (que importa o Tiggo, rival do Ford EcoSport, e começa a vender em maio o Face, na mesma linha do Volkswagen Fox) negocia a construção de sua primeira fábrica no país com três cidades.


Além dela, BYD, Lifan, Chana, Hafei e JAC estudam a construção de unidades no país, enquanto a Great Wall já confirmou três produtos (uma picape, um crossover um SUV). A expectativa é de que o Brasil conte com 200 mil carros novos chineses por ano até 2015 (ou seja, em menos de quatro anos), quando o total de vendas do país estará acima das 4 milhões de unidades.

A JAC, aliás, deve mostrar modelos já no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, e promete produtos de alta qualidade (com ABS, airbag e bons equipamentos já de série) com preço competitivo. Algo como o que a Hyundai, que já foi menosprezada e acaba de passar a Honda nas vendas de abril (leia aqui), faz agora.

E você, o que acha do atual mercado de carros novos do Brasil? E da atuação de marcas nacionais frente a chegada de novos competidores? Comente!

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 16h35


comunicar erro COMUNICAR ERRO

14/04/2010

Derrapagem

Chefão da Renault puxa orelhas no Brasil

O presidente e CEO do Grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, é conhecido mundialmente por falar o que pensa, algo atípico no meio empresarial. E deu provas disso em discurso aos jornalistas que acompanhavam a apresentação do Logan 2011, na Bahia. Foram três puxões de orelha ao comentar o atual momento da indústria automotiva nacional, a atenção (não) dada a projetos elétricos no Brasil e o desempenho de suas próprias empresas no país:

Puxão nº 1:
Ghosn discordou da opinião apresentada horas antes pelo vice-presidente da Renault do Brasil, Christian Pouillaude, que anunciou estar satisfeito com aumento de 40% nas vendas da marca no país, retomada da quinta posição entre as montadoras e participação na casa dos 5%. O presidente global foi direto: "Não vejo razão para a Renault não ser a terceira ou quarta montadora no Brasil".

Foto: Divulgação


Ghosn, CEO da Renault-Nissan, disparou críticas em evento no Brasil

A briga com Fiat, GM e Volkswagen deveria ser direta e o desempenho semelhante ao registrado no resto do mundo, com participação na casa dos 20%, afirmou. Reconheceu, no entanto, que faltam produtos (carros) para isso. Mas prometeu mudanças e até falou da chegada do SUV Duster antes da hora.

Puxão nº 2: ao comentar o cenário atual, com a crise mundial ultrapassada e a volta da cobrança integral do IPI, Ghosn fez um paralelo entre a indústria e pacientes médicos. Afirmou que todas as empresas sofreram do que chamou de "falta de oxigenação" (restrição de crédito e falta de liquidez), mas apenas quem já tinha mau desempenho morreu durante a crise. E disse que, após uma queda esperada, o brasileiro voltará a procurar carros com receita definida: "Produtos do segmento popular, mas com qualidade comprovável, equipamento adequado e preço acessível". Ao que parece, no entanto, poucas montadoras concordam com esta máxima.

Puxão nº 3: ao falar sobre a relação carro elétrico e Brasil, Ghosn afirmou que fabricar um modelo com matriz elétrica é fácil e barato e que, apesar da escala atual (produção e procura reduzidas) forçar preços elevados, o país está perdendo o passo da história: "O Brasil pode até não aceitar e não acreditar no carro elétrico no começo [do desenvolvimento], mas haverá pressão e terá de aceitar quando os elétricos estiverem rodando nos Estados Unidos, Japão e Europa", afirmou.

A solução, segundo Ghosn, seria haver uma definição de incentivos por parte do governo (como já ocorre no Japão e nos EUA, com o Nissan Leaf, e na Europa, com modelos da Renault): "Incentivo não precisa ser um bônus em dinheiro no momento da compra, pode ser a diminuição de impostos", explicou, para ir além: "A carga tributária no Brasil é muito alta, seja o governo de direita ou de esquerda".

Ghosn, que fechou acordo com a Prefeitura de SP para uso de elétricos, estendeu o puxão de orelha aos interessados em manobras eleitoreiras nas eleições de outubro: "É fácil defender o uso de carro elétrico e muitos farão isso com a chegada das eleições, mas não precisamos que comprem alguns carros, precisamos de incentivos reais e de fonte oficial".

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 19h00


comunicar erro COMUNICAR ERRO

25/03/2010

Derrapagem

Nano pega fogo logo após ser comprado

Essa história poderia estar na categoria "Na Garagem" e contar como um indiano voltou feliz para casa após pagar cerca de US$ 2,5 mil num Tata Nano. Mas o carro em questão pegou fogo apenas 45 minutos após sair da loja em Mulund, nos arredores de Mumbai (Noroeste da Índia), e o caso é mesmo uma "Derrapagem" no currículo do modelo mais barato do mundo.

Foto: AP


O Tata Nano zero-quilômetro em chamas, momentos após a compra

A foto acima, do Nano incendiado, é da agência AP (Associated Press), assim como as principais informações sobre o caso, que só agora chegou ao lado ocidental do planeta e com algumas divergências: a AP diz que o comprador/vítima é um engenheiro de software e não confirma se ele estava sozinho no momento da compra; já a agêndia indiana ND, de Nova Déli, o classifica como um corretor de seguros acompanhado da mulher e do filho pequeno.

Juntando as pontas, sabemos que o indiano Satish Purushottam Sawant saiu de casa no último domingo, dia 21, para comprar o primeiro carro da família. Na concessionária Concorde Motors, fechou a aquisição de um Tata Nano prata equipado com direção elétrica e tomada de 12V (opcionais), pelo equivalente a R$ 4.520. No caminho de volta para casa, o Nano enfeitado com flores (cortesia da loja) foi tomado pela fumaça. Rapidamente, Sawant encostou o carro e correu com mulher e filho para longe do veículo. Um motociclista que passava pelo local avisou ao motorista do fogo que tomava a parte traseira do carro, onde fica o motor.

A Tata Motors informou à AP que as causas da combustão espontânea do Nano -- que não teria sido o primeiro (leia no site parceiro Carsale) -- ainda estão sendo investigadas, mas que Sawant poderia escolher entre receber um Nano novo ou ter o dinheiro devolvido. A agência indiana ND, por sua vez, relata que o comprador está insatisfeito, já que não houve um pedido formal de desculpas por parte da montadora, que trata o caso como um incidente com veículo pré-série, que não deveria ter sido vendido a um consumidor. Ao que parece, o carro foi fabricado em 2008, quando os testes de segurança estavam incompletos, apesar da nota fiscal emitida pela Concorde tratar o carro como um modelo 2009.

Para encerrar a história, a AP informa que cerca de 30.000 unidades do Nano já circulam na Índia, apesar do escritório de Nova Déli da consultoria IHS Global Insight não recomendar a compra, como afirma o analista Deepesh Rathore: "Considerando os padrões de segurança, o Nano mal atinge a nota de corte".

Escrito por UOL Carros às 18h19


comunicar erro COMUNICAR ERRO

19/03/2010

Derrapagem

Honda CR-V mantém Tucson no retrovisor

A consultoria americana J.D. Power e associados divulgou seu mais recente ranking baseado na pesquisa sobre carros mais confiáveis ("Vehicle Dependability Study", ou, literalmente, "Estudo de Confiabilidade de Veículos") do mercado dos Estados Unidos. A lista é feita tendo como base o depoimento de donos de carros com três anos de uso -- modelos 2007 e usados, portanto. E daí vem sua repercussão em todo mundo -- que rende até propagandas -- já que o resultado seria um "retrato da vida real" do uso do carro por lá.


Foto: Divulgação
O SUV (para eles MAV) compacto mais confiável para a J.D. Power é o Honda CR-V; Tucson, só em terceiro
O SUV compacto mais confiável para a J.D. Power ainda é o Honda CR-V

CLIQUE NA IMAGEM para ver a lista completa


Pelos critérios da consultoria, pontos são atribuídos de acordo com os relatos de mais defeitos e falhas a cada 100 carros e, assim, o modelo (e consequentemente a marca) que tiver proporcionalmente menos pontos será aquela que menos deixa o motorista na mão. Logo, o dono do carro tende a seguir confiando e a se manter fiel à marca.

No total, 198 possíveis problemas são avaliados. Na lista deste ano, com todos os critérios avaliados e médias feitas, o índice geral do mercado americano ficou em 155 pontos. Marcas com pontuação menor que 155 são as que mais se destacaram, segundo a J.D. Power. E a que mais se destacou foi a Porsche, que obteve 110 pontos no geral, embora nenhum dos esportivos da marca tenha liderado qualquer uma das categorias de satisfação. Entre as grandes, a líder de mercado Toyota foi a mais bem posicionada ao marcar 128 pontos e ficar com a sexta colocação, seguida por Honda (132 pontos) e Ford (141).

Todos devem se lembrar que a Hyundai-Caoa, aqui no Brasil, ressaltou numa série de comerciais que seu SUV Tucson (e a própria) marca estavam acima de tudo e de todos no ranking da J.D. Power. Pois bem, a lista por marcas (que pode ser vista, em inglês, aqui) coloca a montadora coreana em 11º lugar (subiu três posições em relação à ultima publicação) com 148 pontos. Já o Tucson é o terceiro colocado entre os SUVs pequenos, atrás do Honda CR-V (que manteve a posição) e do Subaru Forester, conforme você confere no álbum especial que mostra quais os carros mais confiáveis para os americanos.

O quanto a lista vale para nós brasileiros? Quase nada. Mas uma vez que ela rende peças publicitárias e muita discussão, vale a pena conhecê-la. Gostou da lista? Concorda, discorda, não acha nada? Deixe seu comentário e opine.

 

Escrito por UOL Carros às 14h42


comunicar erro COMUNICAR ERRO

08/02/2010

Derrapagem

Hyundai mira Toyota em novo anúncio

Quando estourou a crise do megarrecall da Toyota, as asiáticas Honda, Nissan e Hyundai disseram ao Wall Street Journal que não tripudiariam sobre as agruras da rival. Um (inesperado?) gesto de civilidade numa das indústrias de concorrência mais feroz do mundo. Ou então, simplesmente, o reconhecimento de que uma catástrofe como a que se abateu sobre a Toyota pode vitimar qualquer outra montadora. Audi e Ford são exemplos de marcas que já passaram por graves crises do gênero.

Neste último domingo, a Hyundai do Brasil comemorou, num de seus habituais superanúncios nos jornalões paulistas, a conquista do 7º lugar em vendas de veículos (automóveis e comerciais leves) no Brasil, segundo dados da Fenabrave. De fato, tal posição foi atingida pela filial da coreana em janeiro. Mais um passo na jornada "em direção à liderança" -- uma formulação semanticamente interessante, porque é possível avançar em direção à liderança sem jamais chegar lá. 

O enunciado da publicidade diz o seguinte: "A Hyundai já é a 7ª maior montadora do Brasil, ultrapassando até a Toyota" (grifo nosso).

Por que a rival japonesa foi citada? Ou melhor, por que apenas ela? Com o atual 7º lugar no ranking, a Hyundai deixou para trás também a Peugeot, que, no acumulado de vendas de 2009, ficou à frente dela, em 8º lugar (a Hyundai foi a 9ª colocada). Enfim: o megarrecall que machucou a montadora japonesa -- talvez a companhia automotiva que mais preza a confiabilidade como trunfo de vendas -- não atingiu seus carros vendidos no Brasil. Mas a nossa Hyundai não perdeu a chance de soprar as brasas dessa fogueira.

A durona
Em tempo: reportagem de capa da revista Fortune de janeiro sobre a Hyundai, ainda encontrável em bancas especializadas por cerca de R$ 30, traz o enunciado "The toughest car company of them all", o que significa algo como "A montadora mais durona de todas". O subtítulo: "A Hyundai é para valer. A competição a odeia. Os consumidores a amam". Uma caricatura do sedã de alto luxo Equus com presas afiadas em vez de grade frontal ilustra a manchete. A íntegra, em inglês, está aqui -- repare que a Toyota é sempre descrita como um dos grandes alvos da Hyundai.

O texto da Fortune não deixa de lembrar que o atual presidente da montadora coreana, Mong-Koo Chung, foi condenado num escândalo de desvio de dinheiro da própria Hyundai para uma "caixinha" política (no original: "embezzling some US$ 100 million from Hyundai and its subsidiaries for a political slush fund"). Um acordo jurídico o livrou de três anos na cadeia, mas ele teve de prestar serviços comunitários, entre eles, cuidar de crianças numa creche. É o que mostra o vídeo abaixo, da BandNews, de junho de 2008:



Atualização: nesta segunda-feira uma corte da Coreia do Sul determinou que o presidente Mong-Koo Chung restitua cerca de US$ 60 milhões à Hyundai, como compensação por "decisões erradas" nos negócios da empresa. A informação foi veiculada pela agência France Presse. A decisão da Justiça --que guarda relação com a sentença mencionada acima -- atendeu a ações movidas contra Chung e um vice-presidente da Hyundai por 14 sócios minoritários da companhia, além de uma ONG sulcoreana.

Escrito por Claudio de Souza às 14h37


comunicar erro COMUNICAR ERRO

27/01/2010

Derrapagem

Schumacher não deu uma voltinha no teto

Há alguns dias circula pela web um vídeo que mostra um Mercedes-Benz SLS AMG (que será vendido no Brasil -- leia aqui) fazendo uma ousada acrobacia: o carro entra a toda num túnel, sobe por uma espécie de rampa colocada na parede à esquerda do piloto, e em seguida simplesmente anda no teto -- como uma lagartixa supersônica -- até voltar ao leito normal da via pela lateral oposta, que também tem uma rampa. Uma intensa movimentação de engenheiros, bombeiros e socorristas confere autenticidade ao filmete.

No final, a surpresa: o piloto do SLS e autor da façanha no túnel é... Michael Schumacher, que este ano volta às pistas de Fórmula 1 pela Mercedes GP. Abaixo, o vídeo:



A autenticidade da manobra tem sido discutida candentemente em fóruns e blogs e sites de todo o mundo. Muita gente duvida liminarmente que seja possível andar com o carro no teto. Outras pessoas, algumas garantindo que têm conhecimentos de física, dizem o oposto: dá para fazer, e nem é tão difícil assim. E há os que se comprazem em procurar falhas no vídeo, as quais confirmariam uma armação. De minha parte, o que chama a atenção e depõe contra o filmete é o aparente grau de exposição ao risco das pessoas que acompanham a manobra dentro do túnel: notem que o SLS desvia à esquerda praticamente em cima daqueles bombeiros vestidos de amarelo...

Mas a questão principal não é essa. Ela é a seguinte: não é o Schumacher quem pilota o 'SLS lagartixa'.

O vídeo que vem logo abaixo circulou na web há duas semanas, sem muito alarde, e já havia levado a uma discussão inicial sobre a factibilidade da manobra no túnel. Na ocasião, porém, a dúvida principal ainda era se se tratava de um produto oficial do marketing da Mercedes, ou de alguma outra coisa.

Obviamente, basta pensar por dois segundos para concluir que, sim, é mesmo um filme da Mercedes -- afinal, quem ousaria dispor de um SLS AMG particular para essa brincadeira? E então você vai notar que o piloto -- bem visível a 1min20s -- não é o Schumi, e sim uma espécie de sósia (ligeiramente envelhecido) do ator Daniel Craig (o atual James Bond). Se a manobra foi realmente realizada com sucesso, o mérito é dele. Confira:



A Mercedes-Benz do Brasil nos confirmou a procedência dos dois filmes e também que o piloto alemão foi enxertado na edição final. Ficou de confirmar a efetiva realização da manobra no túnel, ou então que tipo de truque foi empregado na filmagem. Enquanto isso, assistam novamente ao primeiro vídeo, e reparem na piscadinha marota que o Schumi dá...

Escrito por Claudio de Souza às 18h01


comunicar erro COMUNICAR ERRO

28/11/2009

Derrapagem

Ops, este GT nós vimos

Para o jornalista que cobre o setor automotivo, visitar fábricas é (quase sempre) como ir a um parque de diversões ou a uma feira de ciências. Gostamos de observar a linha de produção, ficamos fascinados com o funcionamento de robôs na montagem de componentes delicados, e nos divertimos ao presenciar testes de resistência aos quais os protótipos são submetidos. Com sorte, também podemos presenciar fatos inesperados.

Foi o que aconteceu na última sexta-feira, durante visita à unidade Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP). O evento fazia parte do lançamento do novo CrossFox, mas quem roubou a cena, para alguns poucos agraciados (incluindo este repórter), foi um Gol. Ou aquilo que pode vir a ser um. 

Foto: Eugênio Augusto Brito/UOL

Acima, a carroceria de um Gol G5 (novo Gol) ainda em montagem...
...mas com um diferencial em relação à traseira de um Gol comum (abaixo)



Na primeira foto acima, à frente de uma picape Saveiro, você vê a carroceria de um Gol G5 (veja o desenho da tampa do porta-malas e do nicho horizontal para as lanternas) na linha de montagem, ainda inacabado. Agora repare no canto inferior esquerdo da tampa do porta-malas. Lá estão as iniciais GT.

Abaixo, este ponto da primeira imagem está ampliado e destacado, para não deixar dúvidas. Podemos ver, também, o escapamento com ponteira cromada.

Foto: Eugênio Augusto Brito/UOL


A sigla GT, iniciais de Gran Turismo, costuma ser relacionada a carros com equipamento diferenciado e comportamento esportivo e é capaz de fazer sorrir a qualquer apaixonado por carros. No caso específico do Gol, a sigla GT já despertou paixões na década de 1980: em 1984, a Volks lançou a primeira variante do hatch com motor refrigerado a água. Era um 1.8 com comando de válvulas e carburador "envenenados" e bancos Recaro no interior, como descreve o parceiro Best Cars.

Vinte e cinco anos depois (e após fazer um bom uso também das siglas GTS e GTI), a Volks mantém o logo GT na carroceria de dois de seus modelos, o compacto premium Polo e o médio Golf, já avaliados por UOL Carros. Mas em ambos, apesar do motor 2.0 e da boa mecânica, a sigla só implica em visual diferenciado, sem qualquer relação com desempenho excepcional (a Chevrolet também faz uso da sigla, chegando ao mesmo resultado, com o hatch médio Vectra GT-X).

Como nos irmãos maiores, o Gol flagrado traz o emblema GT no local onde normalmente estaria o emblema do nome do modelo, o que pode ser considerado um bom indicativo.

Em maio, este blog mostrou que um serviço de simulação de seguros indicava a cotação do Gol GTI com motor 1.4, versão que não existia e que, ainda hoje, não deu as caras. Novamente, mantendo o que dissemos naquela ocasião, acreditamos que faria todo sentido o lançamento de uma versão, digamos, especial do carro mais vendido do país.

Foto: Divulgação

Gol GT 1984: motor que seria usado no Santana e visual "quente"

Mas, novamente, a Volkswagen trata de negar que já exista ou virá a existir um Gol em versão esportivada. Em resposta ao jornalista Fernando Pedroso, repórter do parceiro iCarros e que também viu o carro da foto na linha de montagem, a assessoria da montadora afirmou que "não existe um Gol GT e, se houvesse algum, deveria estar bem escondido". O fato é que ao menos um exemplar parece não ter sido tão bem escondido assim.

P.S.: Sim, a Volks exporta o novo Gol com o mesmo nome para o México (até a geração anterior, recebia o nome Pointer por lá) e o disponibiliza em quatro versões (a partir do equivalente a R$ 16.400) tendo como topo da gama o GT com visual esportivo (cerca de R$ 22.800), como sabiamente apontaram alguns de nosso leitores. Seria esta a explicação mais simples (e a mais lógica) para o carro acima. Mas não foi a explicação recebida da montadora.

Seria bom, então, seguir com a esperança de ver esta versão do Gol como um dos 13 lançamentos que a Volkswagen fará por aqui em 2010.

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 22h10


comunicar erro COMUNICAR ERRO

27/11/2009

Derrapagem

Nem sempre cabe mais um (carro)

A Volkswagen convidou a imprensa automotiva ontem, quinta-feira (27), para anunciar seus resultados em 2009 e fazer as costumeiras previsões para 2010 e além -- no caso, até 2018, quando a marca alemã pretende superar a Toyota e virar a maior fabricante de carros do mundo. O encontro foi realizado na avenida Mofarrej, Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

Eu saí de casa, também zona oeste de São Paulo, às 18h, a bordo de um táxi. A distância dali ao local do evento é de cerca de 9 km, pegando o caminho mais retilíneo. Algo para ser percorrido, a uma velocidade média (e baixa) de uns 20 km/h, em menos de 30 minutos. Mas estava chovendo. E demorei uma hora.

Na volta continuava chovendo. Eu e duas colegas pegamos um táxi às 22h10; mesmo sendo noite e relativamente tarde, o trânsito seguia infernal. Resultado: abri a porta de casa às 23h30. O tempo dentro dos dois táxis foi quase o mesmo tempo que fiquei no evento da Volks.

Até aqui essa história não tem nada de extraordinário. O paulistano (e, claro, os moradores de outras capitais e cidades de grande porte) está cansado de saber do que estou falando. Basta olhar a foto abaixo...

Joel Silva/Folha Imagem - 19.11.09

Não precisava nem dos 33 graus para parecer o inferno...

Mas o interessante é que, ao longo da apresentação dos números da Volks, o seu presidente no Brasil, Thomas Schmall, lembrou um dado que volta e meia aparece nesse tipo de evento: a relação habitante/veículo no país.

Hoje, ela é de sete pessoas para cada veículo. A previsão é que, em cinco anos, passe a ser de quatro pessoas por veículo. Como comparação, sempre é citado que a Alemanha (maior mercado da Volks) tem dois habitantes por veículo, e os Estados Unidos, menos que isso. Ou seja, temos para onde "crescer"...

O Brasil mudou muito nos últimos anos, mas o poder aquisitivo da população ainda continua sendo mais alto em cidades mais ricas, como é o caso de São Paulo e das principais capitais. Ora, a atual frota paulistana é de cerca de 6 milhões de veículos, para uma população de 11 milhões. Aqui, a proporção de dois habitantes por veículo (na verdade, 1,8), como na Alemanha, já é uma realidade. E o resultado disso é o que tivemos ontem: quase 200 km de lentidão, porque choveu; se não tivesse chovido, poderíamos esperar uns (suficientemente insuportáveis) 150 km nos horários de pico.

Bom, se a previsão é a de vender mais carros nos próximos cinco anos, vender-se-ão mais carros em São Paulo também, certo? Agora, imagine a cidade com 75% mais carros! (é esse o salto que se dá ao passar de sete para quatro pessoas por veículo).

Qual é a realidade urbana que as montadoras querem para o Brasil quando perseguem a "meta" de um carro para cada quatro almas? Não sei dizer, mas sei que a consequência mais branda para elas mesmas será ter de atrasar cada vez mais o início de seus eventos e colóquios e jantares com a imprensa automotiva. Ninguém vai conseguir chegar na hora marcada.

Escrito por Claudio de Souza às 09h56


comunicar erro COMUNICAR ERRO

27/10/2009

Derrapagem

Você já teve problema com motor da Volks?

O editor de UOL Carros, Claudio de Souza, obteve a confirmação da Volkswagen que motores 1.0 do tipo VHT, presentes na gama da marca desde março de 2008, podem apresentar problemas em seus componentes. A informação confirma reclamações de proprietários que acusaram ruídos estranhos durante o funcionamento de unidades de Gol, Voyage e Fox (clique aqui para ler a reportagem completa).


Segundo a fabricante, uma falha na lubrificação de componentes do motor, causado pelo álcool usado como combustível, é responsável pelo principal sintoma -- ruídos anômalos -- percebidos por alguns proprietários. A Volkswagen, no entanto, discarta a possibilidade de convocar um recall.

Foto: Divulgação


Acima, bloco EA111 VHT da Volkswagen, que equipa Gol, Voyage e família Fox

Considerando apenas as linhas Gol, Voyage e Fox, a Volkswagen comercializou um total de 792.076 unidades entre 2008 e 2009 (dados da Fenabrave até setembro/09). Segundo estimativa da fabricante, um em cada mil blocos VHT 1.0 pode apresentar o problema. Os blocos 1.6, que também equipam Polo e Golf não teriam registrado qualquer ocorrência até o momento.

O que você acha do caso? Você já teve ou conhece alguém que teve problemas com motores VHT da Volkswagen? Deixa sua opinião ou conte o que ocorreu no espaço para comentários.

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 13h31


comunicar erro COMUNICAR ERRO

09/10/2009

Derrapagem

Agile leva surra dos leitores

Até as 15h40 desta sexta-feira, 367 leitores participaram do grupo de discussão sobre o Chevrolet Agile, novo carro da General Motors, cujo lançamento foi acompanhado por UOL Carros em Mendoza, na Argentina.

Uma sólida maioria dos internautas desceu a lenha no Agile, especialmente no tocante ao design -- que, aliás, é bastante inovador no contexto da atual gama da Chevrolet no Brasil. Por isso mesmo, é possível que os comentários negativos dos leitores reflitam um certo estranhamento em relação ao modelo.

E, claro, ver o carro em fotos e em vídeo não é o mesmo que vê-lo pessoalmente, em três dimensões. Eu mesmo elogiei o visual do Renault Sandero enquanto o tinha visto apenas em fotos, mas fui mudando de opinião ao conhecê-lo melhor.

De qualquer modo, a comparação feita por um leitor, de que o Agile é o nosso Pontiac Aztek, é razoavelmente injusta, como se pode ver nas fotos abaixo...


Este é o Pontiac Aztek...


...e ESTE é o Chevrolet Agile. Parece?

  
E, claro, a discussão ainda está aberta. Participe!

Por Claudio de Souza, editor de UOL Carros

Escrito por UOL Carros às 15h41


comunicar erro COMUNICAR ERRO

14/09/2009

Derrapagem

O que há num nome?

Poucas semanas depois de estrear no Brasil com o SUV compacto Tiggo, a montadora chinesa Chery anuncia seu segundo lançamento por aqui: o A3.

Bem, como é óbvio, o nome do carro em terras verde-amarelas não poderá ser esse -- o mesmo do hatchback da alemã Audi, que já foi até fabricado no Brasil.

Divulgação

"Oi, me ajuda a ter um nome original?"

Demonstrando um apurado senso de marketing, a Chery resolveu abrir um concurso para a escolha do nome do modelo. E não divulgou nenhuma lista prévia, o que significa que você (e eu) pode (podemos) chamar o carro do que quiser (quisermos).

Para participar, é necessário visitar o site da Chery, aqui, e ler o regulamento do concurso. Ao navegar pelo site, aproveite para notar que a marca já promete outros dois modelos para o Brasil: o Face, um hatch compacto "altinho" à moda do Volkswagen Fox, e o QQ, que parece um Kia Picanto simplificado -- e que, pensando bem, era outro que merecia mudar de nome, né?

Em tempo: o autor da sugestão de nome escolhida para o A3 no Brasil não vai ganhar um exemplar do  carro, como seria óbvio, e sim uma viagem de sete dias à China, com direito a uma vista à fábrica da Chery na cidade de Wuhu.

O que, convenhamos, pode até ser mais interessante.

Escrito por UOL Carros às 17h48


comunicar erro COMUNICAR ERRO

22/05/2009

Derrapagem

Promoção, sorteio ou vestibular?

A Renault tem veiculado, nos últimos dias, peças publicitárias da já tradicional 'Operação Portas Abertas', período promocional durante o qual a rede concessionária se mostra mais, digamos, solícita a receber todo tipo de consumidor -- e não só aquele idealmente chamado de 'público-alvo', por possuir o típico perfil da marca. O principal chamariz para a campanha é a distribuição de cinco carros zero-quilômetro: a bola da vez é o recém-chegado sedã compacto Symbol, na versão topo da gama Privilège 1.6 16 V, já mostrada e avaliada por UOL Carros.



(Fotos: Divulgação)
Acima, uma das peças publicitárias da promoção da Renault


Mas a questão é: você, internauta, além de ser bom motorista, bem-informado e muito bem relacionado, é sortudo? Explico: quatro dos cinco carros são distribuídos para quem receber em casa a chave premiada, aquela que dá a partida no modelo exposto na concessionária; o quinto e último sai de um sorteio com todas as chaves que não funcionaram. Mas quem recebe a chave, e como? Funciona mesmo ou tem alguma coisa por trás?

Primeiro: funciona, sim, diz a montadora. E com regras rígidas. Nesta sexta-feira (22), em São Paulo, durante a apresentação técnica à imprensa do Renault Symbol 1.6 8V, o gerente de imprensa da marca, Luiz Arthur Peres, e a gerente de produto, Vanessa Castanho, explicaram os pormenores. Como toda loteria (não utilizaram estes termos, mas ganhar o carro na chave premiada ou no sorteio é quase como acertar a quina ou a sena, embora com menor concorrência) feita no país, esta promoção deve ser registrada e auditada pela Caixa Econômica Federal, que após o término deverá conferir se todos os carros saíram e se foram devidamente entregues aos vencedores -- quem não ganha o carro ao girar a chave deve depositá-la em um envelope especial, na própria concessionária, que deverá ser assinado e colocado em uma urna para o sorteio do quinto carro. Já quem ganha, não leva na hora: é preciso ir até um cartório, que guarda o modelo técnico de todas as chaves premiadas, e que fará a validação (ou não) da chave do vencedor, para evitar o uso de chaves fraudadas.


São 400 mil pessoas concorrendo a quatro sedãs Symbol 1.6 16V
na versão Privilège, como o da foto; outro sairá do sorteio


Segundo: para receber a chave, a pessoa deve estar cadastrada na base de dados da Renault. Quem já comprou um carro da marca, compareceu a um evento promocional (por exemplo, os 'road shows' ou estandes como o do Salão do Automóvel) e preencheu os dados ou quem se cadastrou de algum outro modo tem grandes chances. Mas isso também é uma espécie de loteria: a base de cadastro é composta por quase 3 milhões de pessoas. Destas, 'apenas' 400 mil são elegíveis para receber uma chave em casa.

Pois bem, esta é a conta final: são quatro chaves premiadas dentre 400 mil distribuídas por todo o país. Fosse um vestibular, a média seria de 100 mil concorrentes para cada chave premiada (ou para cada carro). E aí, repetindo a pergunta, você se acha sortudo?

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 17h05


comunicar erro COMUNICAR ERRO