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04/11/2009

O mundo roda

smart antenado em 11 opções

A personalização de carros por grifes, estilistas e fashionistas não é coisa nova e, há algum tempo, se tornou mais uma opção de fabricantes (sobretudo europeus) para oferecer produtos ainda mais exclusivos a um público (que se acredita) diferenciado e pode pagar mais por isso. O lado exclusivo desta nota é que a moda agora pegou aqui no Brasil, utiliza o pequenino e charmoso smart fortwo e chega costurada a um viés politicamente correto.


Foto: Divulgação

Reprodução de uma dos smart personalizados por grifes

O clube de vendas online BrandsClub (escrito assim mesmo, com as duas palavras unidas), o IBCC (Instituto Brasileiro do Controle do Câncer), a loja Smart Jardins e dez grifes farão, nesta quarta-feira (4), às 19h, o evento B (Loves) C. No total, onze exemplares do smart serão customizados, um deles no momento da festa, e colocados à venda.

Participam da iniciativa as grifes 284, Carina Duek (foto), Guerreiro, Jo de Mer, Lilly Sarti, Talie NK, Reserva, Thelure, Ventura e Zapalla. E 2% do total arrecadado com a venda dos carrinhos será repassado à campanha Câncer de Mama no Alvo da Moda, do IBCC. O valor de cada exemplar personalizado não foi divulgado, mas o preço inicial do smart coupé é de R$ 57.900.

O endereço eletrônico sac@brandsclub.com.br serve para obter mais informações sobre o evento. Já para saber mais sobre o smart coupé, ver a avaliação do conversível smart cabrio e ficar por dentro de tudo sobre automóveis, acesse UOL Carros.

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 14h12


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16/10/2009

O mundo roda

O Volt já está ligado

Nossos coleguinhas gringos do Autoblog publicaram uma reportagem sobre um teste de rua do Chevrolet Volt, denominado "65% Drive". Trata-se de colocar o carro para rodar com cerca de 65% de sua estrutura e componentes já definidos e montados. Com menos que isso não é possível sair com o veículo para a vida real.

Segundo o Autoblog, ainda devem acontecer testes com o Volt 70%, 80% e 90% construído -- e depois virão as provas finais, quando o carro elétrico da General Motors já estiver prontinho para ser ligado às tomadas ecologicamente corretas e financeiramente poderosas dos Estados Unidos (o Volt deve custar mais de US$ 40 mil, um valor altíssimo para aquele país).

Mas o mais interessante a se notar nas fotos abaixo (todas oficiais, da GM dos EUA) é que o Volt começou a ganhar traços de carro de verdade -- e ensaia até ser um modelo bonito. É verdade que partes da traseira ainda não são definitivas, mas a silhueta, que em protótipos anteriores parecia a de um hatch esticado ou mesmo de um notchback, agora é claramente a de um sedã, daqueles de bumbum arrebitado e curto.

Essa definição das formas é um reflexo da decisão da GM de usar a mesma plataforma para o Volt e o Cruze, o novo sedã global da Chevrolet. Os dois carros devem ser produzidos na unidade da GM em Flint, cidade próxima a Detroit, nos EUA. A curvatura do teto, bastante arredondada, é idêntica nos dois modelos. Já os conjuntos ópticos e o envidraçamento perto da coluna C são muito diferentes.

Outro ponto que chama a atenção é que, mesmo sem precisar de tomada de ar na dianteira (já que o motor é elétrico), o que poderia descartar a grade frontal, o Volt também traz a nova identidade global da Chevrolet desenhada na dianteira, com o acabamento em forma de escudo cortado pela barra na cor da carroceria. Bem no meio, será colocada a indefectível gravatinha dourada.

Fotos: Divulgação GM/EUA
 
Nem precisa de grade, mas o DNA da Chevrolet falou mais alto


Se a parte em preto da traseira for mantida, o Volt é um sedã


O Cruze, irmão de plataforma do Volt e 'matador' do Vectra

Escrito por Claudio de Souza às 16h42


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06/08/2009

O mundo roda

Livros celebram mito harleyro

Harley-Davidson não é moto, é estilo de vida. Esta é a premissa por trás dos dois livros lançados pela editora Escala: "Harley-Davidson - Nasce uma Lenda" e "Harley-Davidson - Uma Paixão Sem Fronteiras" (R$ 24,90 cada).

Divulgação

Clique sobre a foto para ver uma amostra das imagens
encontradas na coleção sobre a Harley-Davidson


Com muitas imagens, os livros mostram um pouco da história da centenária fabricante norte-americana que, no início, se especializou em construir modelos de uso militar mas que, com o passar do tempo, se converteu em verdadeiro espírito da vida livre.

 

Há apenas um deslize na coleção: por mais que, no chavão popular, imagens valham mais que muitas palavras e que a marca Harley-Davidson se traduza em símbolo máximo do universo das duas rodas, mais relatos, legendas e histórias escritas sobre a marca-mito viriam a calhar em cada um dos exemplares. Que desta forma serviriam também para iniciar novos seguidores deste way of life.

Escrito por UOL Carros às 20h16


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14/07/2009

O mundo roda

Nova chinesa no mercado nacional de motos

Uma nova fabricante de motos esta prestes a produzir no Brasil. É a CR Zongshen, união entre a brasileira CR Motors e a chinesa Zongshen. As atividades devem ser iniciadas em novembro, mas a marca promete mostrar sete modelos já no Salão Duas Rodas, entre 7 e 12 de outubro, em São Paulo.

 

A CR Zongshen do Brasil é fruto dos investimentos de US$ 80 milhões da matriz chinesa e será capitaneada no país pelo engenheiro Claudio Rosa Junior, 44 anos, ex-diretor industrial da Sundown, marca de motos e de bicicletas da qual sua família ainda detém 17% do capital. Com projeto aprovado para produzir na Zona Franca de Manaus, a nova empresa fabricará motores de popa, geradores de energia e, o que nos interessa aqui, "90 mil motos por ano por turno" na capital amazonense, de acordo com o engenheiro e executivo.

 

Foto: Gustavo Epifanio/Infomoto


Acima, o brasileiro Rosa Junior, diretor-geral da nova marca chinesa

 

Mais quais modelos a marca chinesa fará no país e de quais categorias? E o que esperar da confiabilidade? Para saber mais, confira a entrevista feita com Rosa Junior pelo jornalista Arthur Caldeira, da Infomoto:

 

Infomoto - Porque a CR Zongshen decide se instalar no mercado brasileiro justamente em um momento de queda nas vendas?


Rosa Junior – Na verdade, a crise não preocupa a Zongshen, pois o proprietário da empresa Zuo Zongshen tem como objetivo se tornar um dos maiores fabricantes de motos do planeta. A instalação da empresa no Brasil faz parte de uma estratégia a médio e longo prazo. Não importa se o mercado está bem ou mal no momento, daqui a 20 anos estaremos fazendo motos. Na China, a empresa faz 2 milhões de motos, 4 milhões de motores por ano. Os países onde a empresa atua vão passar por altos e baixos. Seria um problema se as pessoas parassem de andar de moto e isso dificilmente deve acontecer.

 

Foto: Renato Durães/Infomoto

A custom Kansas 150, da Dafra, é um modelo original da Zongshen


Infomoto - Alguma outra montadora no Brasil já comercializou produtos fabricados pela Zongshen na China?

 

Rosa Junior – Sim. A Kansas 150 da Dafra é produzida pela Zongshen. No caso da Sundown, a Hunter 100 e a VBlade 250 também.

 

Infomoto - Então, seu relacionamento comercial com a Zongshen vem dos tempos de Sundown?

 

Rosa Junior – Visitei a fábrica pela primeira vez em 1999. Já visitei mais de 40 fabricantes de motos na China, Índia, Coreia e Japão. Felizmente tenho grande conhecimento do mercado chinês, inclusive de empresas que têm negócios no mercado brasileiro, como Lifan, Loncin, entre outras. Cada um tem uma particularidade, uns foram para a área de automóveis, mas a Zongshen manteve o foco em motos e fez importantes investimentos nessa área. Um deles foi a fábrica montada em parceria com a italiana Piaggio, na cidade chinesa de Foshan. E também foi feito um acordo de transferência de tecnologia, ou seja, não é apenas sociedade. A Zongshen está também absorvendo parte da tecnologia italiana na fabricação de motos. A tendência é, com o passar dos anos, as empresas chinesas investirem em qualidade. Há motores e até modelos inteiros fabricados na China e vendidos na Europa.

 

Foto: Caio Mattos/Infomoto

Sundown VBlade 250 é outro modelo original da Zongshen; marca
promete, porém, vender novos modelos com tecnologia italiana no Brasil

 

Infomoto - E em que fase está a instalação da CR Zongshen?

 

Rosa Junior – Estamos na fase de homologação dos produtos. Alguns modelos já estão homologados, outros ainda estão em andamento. Todos os nossos sete modelos vão atender ao Promot 3 (programa nacional de restrição à emissão de poluentes). As motos serão apresentadas em outubro no Salão Duas Rodas. Quanto ao maquinário para a produção, serão embarcados para o Brasil no final de julho para que, em novembro, possamos começar a produzir.

 

Infomoto - E quais são essas motocicletas?

 

Rosa Junior – São de todos os segmentos: scooter, CUB, street, custom, off-road. Só não virá nesta primeira fase a 250cc. Mas não são as mesmas motos que estão no site da Zongshen. São outros modelos, fruto do intercâmbio entre a empresa e a Piaggio. Não têm nada a ver com o desenho chinês.

 

Infomoto - O motociclista brasileiro tem boas e más experiências com as motos de origem chinesa. O que o consumidor pode esperar das motos da CR Zongshen?

 

Rosa Junior – O que acontece em termos de desenvolvimento de produto, seja com a Sundown ou com a Dafra, é que essas outras marcas têm uma relação de compra e venda com os fabricantes chineses. Negociação de preço, essas coisas. Enquanto uma empresa quer pagar tanto, o fabricante pensa que por aquele preço não dá o tratamento térmico que precisa ser feito. Onde seria necessário fazer uma cromeação melhor, não faz, acaba trabalhando com fornecedores mais baratos... E isso compromete a qualidade. Mas isso acontece em qualquer lugar do mundo, até aqui no Brasil, não só na China. Mas a partir do momento que sou sócio do fabricante, a coisa muda de figura. Temos que ganhar dinheiro na China e no Brasil, não tem jeito. A sinergia é maior. A CR Motors tem muito a contribuir com a experiência que temos do mercado brasileiro e a Zongshen, no desenvolvimento e fabricação de produtos.

 

E você, o que acha da chegada da fabricante? Qual a sua experiência com modelos chineses? Comente e conte-nos suas impressões!

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 17h01


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19/06/2009

O mundo roda

Fábricas fazem 'último feirão' com IPI menor

A 11 dias do fim do mês, e consequentemente do término da redução de IPI para automóveis, as quatro grandes montadoras do país promoverão os conhecidos feirões neste final de semana. E até mesmo fabricantes menos dadas a grandes promoções entraram na onda e espalharam anúncios em jornal, rádio e televisão prometendo ofertas "espetaculares" e chances "únicas".


A Ford foi a primeira a anunciar seu feirão, marcado para sábado e domingo em todas as concessionárias e também em um grande shopping center da cidade de São Paulo, e evocar a "última chance" para o consumidor adquirir modelos das linhas Ka e Fiesta com preços diferenciados. A Volkswagen também promete vender, nos mesmos dias, todos os modelos de sua linha 2010 (recém-lançada, mas com poucas alterações em relação aos modelos 2009) com planos especiais de financimento, taxas fixas e até IPVA pago. A GM fará seu tradicional "feirão de fábrica" e também o "1º feirão para taxistas", com promessas de economia de até R$ 7.000 através de benefícios como "juros zero", prazos de até 60 meses e IPVA grátis dependendo do modelo. Já a Fiat promete ofertas em lojas da grande São Paulo, Campinas, Curitiba e Porto Alegre com 72 meses de financimento, e "zero de entrada, taxa, IPVA e IPI".

Acima, exemplo de anúncio da Fiat prometendo "tudo zero" em feirão

Até as francesas Renault e Citroën, que não falam em "feirão", citam os termos "últimos dias de IPI reduzido" e "descontos especiais" para atrair o consumidor a uma de suas lojas.

Se estamos, de verdade, nos últimos dias de IPI com alíquotas reduzidas o governo ainda não confirmou. Especula-se que a ajudinha poderá ser mantida após o dia 30, ainda que com descontos menores. De toda forma, fique atento: pesquise bem, compare preços e leia as linhas miúdas de cada anúncio antes de fechar negócio (o "IPVA zero" da Fiat, por exemplo, só é válido para o Mille Fire Economy 2 portas 2009/2010). Se encontrou uma oferta atrativa, anote, ligue para a loja e tente confirmar valores, prazos e benefícios antes de seguir para o local. Não esqueça também de verificar o custo efetivo total de cada oferta, que representa o quanto você pagará de verdade ao final do negócio. E veja ainda se a concessionária ou fábrica conta com o carro para pronta entrega ou se você terá de esperar para receber. E se a publicidade estiver em revista ou jornal, leve o exemplar junto e cobre o que estiver no papel.

Por fim, valem duas dicas pertinentes em qualquer período: jamais faça dívidas além de suas possibilidades de pagamento e não compre por impulso -- com ou sem IPI reduzido, dentro ou fora de feirões esteja certo de que novas oportunidades surgirão. Quer comentar? Use o link abaixo.

 

Escrito por Eugênio Augusto Brito às 16h14


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19/05/2009

O mundo roda

De peso leve a exterminadora

Quem é fã de motos e de cinema ainda tem viva na memória a cena de Arnold Schwarzenegger -- quando este era só um ator brutamontes e não governador do Estado da Califórnia (EUA) -- fazendo manobras impensáveis em cima de uma Harley-Davidson Fat Boy (veja em UOL Carros a versão 2008 da moto) no filme "O Exterminador do Futuro 2". Agora, 18 anos depois, o quarto filme da franquia pode mexer de novo com quem é ligado em duas rodas. Quem avisa são os parceiros da agência Infomoto:

Na próxima quinta-feira (21 de maio), acontece o lançamento mundial do filme “O Exterminador do Futuro: A Salvação" (Terminator: Salvation). No episódio, John Connor (Christian Bale, de "Batman: O Cavaleiro das Trevas") está destinado a liderar a resistência humana contra a Skynet e seu exército de exterminadores. Uma das grandes novidades do quarto filme da série são as 'motos exterminadoras', que caçam os humanos em cenas eletrizantes. Além das imagens de computador e efeitos especiais, os produtores da película utilizaram motos de verdade, ou melhor, Ducati Hypermotard completamente transformadas.


(Fotos: Divulgação)
Acima, uma 'moto exterminadora' do quarto "Exterminador do Futuro"; abaixo, a Ducatti Hypermotard 1100S que serviu de base para o modelo



Lançada em 2007, a atual geração da Ducati Hypermotard tem duas versões equipadas com motor de dois cilindros em L, com sistema desmodrômico, de 1078cc: a 1100, com 91 cv e 10,5 kgfm de torque, e a esportiva 1100S, com 96 cv. O preço gira em torno dos 12 mil euros. Ambas são leves e ágeis -- a 1100S pesa 177 kg e a 1100, 179 kg --, mas parecem minitanques de guerra no novo filme.

No Brasil, “O Exterminador do Futuro: A Salvação”, que também tem a exótica (no melhor dos sentidos) Bryce Dallas Howard (de "Homem-Aranha 3") no elenco,  só estreia em 5 de junho, mas os trailers do filme podem ser vistos em UOL Cinema.

Escrito por UOL Carros às 19h49


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05/05/2009

O mundo roda

Cadê o carro que estava aqui?

A artista plástica britânica Sara Watson pintou um Skoda Felicia (creditado erradamente como Fabia em alguns sites e jornais que mostraram a foto) para que ele parecesse invisível. Sem dúvida, um feito artístico e tanto:



Clique aqui para ler a reportagem do site iCarros, que tem mais três fotos da obra de Sara. No fundo, é uma bela ideia para esconder seu carro do ladrão, ou para economizar nossos olhos caso você tenha um modelo horroroso.

Escrito por UOL Carros às 15h39


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04/05/2009

O mundo roda

Isto não é uma cópia do Porsche Cayenne

Você assitiu à decisão do Paulistão entre Corinthians e Santos? Se sim, deve se lembrar que o zagueirão-metido-a-xerife do Peixe, o Domingos, foi expulso no segundo tempo depois de fazer uma falta pouco violenta sobre o Ronaldo. Na minha opinião de torcedor neutro nesse confronto, não era caso nem de cartão amarelo -- ele já tinha um. Mas o juizão deu, e Domingos foi para o chuveiro mais cedo.

Provavelmente pesou contra o defensor santista a má fama de jogador violento, de autêntico "arranca-toco", além do bafafá que ele arrumou no jogo contra o Palmeiras (onde também foi expulso pelo mesmo juiz de ontem). Enfim: pesaram seus antecedentes.

Escrevo tudo isso porque hoje passou a circular na web a informação de que a BYD, a marca chinesa citada no post anterior, vai colocar no mercado de seu país mais um de seus clones: um SUV denominado T6. Uma foto acompanha a "informação". É essa que vai abaixo.



Um exame mais apurado dessa imagem, cuja origem é difícil de precisar (ela está em fóruns e blogs chineses, incompreensíveis mesmo quando em inglês), dá conta de que não, esse NÃO é um novo modelo da BYD que pura e simplesmente clona um Porsche Cayenne, e sim uma imagem de um Cayenne autêntico com a grade e o logotipo da BYD aplicados por cima, usando Photoshop.

A BYD, assim como o Domingos, tem lá os seus antecedentes. O F8, que copia o Mercedes-Benz CLK de uma forma tão descarada que dá até vontade de rir, é um caso clássico. Por isso, quando vimos a imagem acima pela primeira vez não tivemos a menor dúvida de que poderia se tratar, mesmo, do tal T6.

E, na verdade, não temos a menor dúvida de que o carro chinês vai ser muito parecido com isso aí. Quase uma cópia com selo de autenticidade...

Escrito por Claudio de Souza às 13h48


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22/04/2009

O mundo roda

O não-capitalista que manda na BYD

No Salão de Detroit de 2008, as montadoras chinesas ocuparam todo o subsolo do Cobo Center, o pavilhão de exposições da cidade-sede de General Motors, Ford e Chrysler. Seus carros, que não são comercializados nos Estados Unidos, foram recebidos com narizes empinados, sarcasmo e termos como cheap, junk, trash. Eu mesmo escrevi uma reportagem que refletiu esse clima um tanto constrangedor.

O mundo deu várias voltas desde então: o Salão de Detroit deste ano foi um show de melancolia, GM e Chrysler viraram pedintes, e o Salão de Xangai é o grande assunto automotivo do ano. Em casa, as montadoras chinesas ficam à vontade para exibir desde clones descarados de modelos ocidentais, como o inacreditável Rolls-Royce cover da Geely, até propostas interessantes -- como o carro elétrico e6, da BYD, que parece pronto para entrar em produção.

O repórter Andrew Stevens, da CNN, foi o primeiro a dar uma volta no hatch elétrico, que é, de longe, o carro mais bonito (ou menos feio) dessa marca chinesa. Ele gostou. A autonomia com uma carga da bateria é de 400 km, e a velocidade máxima chega a 160 km/h. O problema é que, para carregar a bateria em casa, é necessário ligar o e6 à tomada por dois dias. Mais rápido que isso, só em pontos de abastecimento especiais, cuja instalação ainda depende do governo chinês (não tenham dúvidas de que serão instalados, aliás).



O e6, que pode ser visto na foto acima, aparece em movimento nessa reportagem em vídeo da CNN. Infelizmente, o ligeiro test-drive de Stevens ficou de fora.

Ficou de fora também a íntegra da entrevista com o presidente da BYD, Wang Chuan-Fu, que tem apenas uma rápida participação no vídeo. Engenheiro de formação, ele criou a empresa, que nasceu como uma fábrica de baterias de celulares, quando tinha 29 anos. Investidores como Warren Buffet acreditaram na BYD quando ela passou a fazer carros, e o negócio cresceu a ponto de permitir ambições globais algo exageradas -- ser a maior montadora do mundo, por exemplo.

Mas o ponto alto do papo com Wang foi quando ele explicou que mora num conjunto habitacional sem nada de luxuoso, perto de onde vivem os operários da BYD, "porque somos todos iguais". E também quando, ao ser perguntado por Stevens sobre se considera a si mesmo um "capitalista", Wang riu muito. E respondeu, simplesmente: "Não, de forma alguma".

Essa é a moral da história: enquanto executivos que ajudaram a afundar megamontadoras ocidentais vestem o pijama embolsando milhões de dólares, os chineses trabalham para dominar o mundo industrial com um capital-socialismo de formiguinha, sob o olhar vigilante de seu governo nacionalista e pragmático.

Escrito por Claudio de Souza às 14h13


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15/04/2009

O mundo roda

Em vídeo, maiores batem nos menores

O Insurance Institute for Highway Safety, entidade privada que reúne seguradoras de veículos que operam nos Estados Unidos, divulgou esta semana um estudo que mostra como os carros de pequeno porte sofrem mais quando batem de frente com os maiores.

O IIHS promoveu sessões de crash-test com modelos de portes diferentes, mas das mesmas marcas, para garantir que as duas unidades envolvidas em cada batida -- ao menos em tese -- usam ou poderiam usar tecnologias de segurança ativa e passiva semelhantes. Assim, confrontou os Toyota Camry (sedã grande) e Yaris (sedã compacto); os Honda Accord (sedã grande) e Fit (minivan compacta); e o Mercedes-Benz Classe C (sedã médio) e o smart fortwo (supercompacto), esses dois pertencentes ao grupo Daimler.

Todos, com exceção do Yaris, estão à venda no Brasil. E todos têm ótimas referências de segurança quando avaliados em crash-tests "solitários". Os resultados você pode conferir no vídeo abaixo, narrado em inglês -- em boa medida, as imagens vão falar por si. Repare, por exemplo, como o Yaris (carro azul) sai moído da cacetada frontal com o Camry (vermelho). O detalhe é que, num impacto contra obstáculo parado, o Yaris obtém um bom resultado de segurança. Mas, na batida em movimento, sai arrasado.



A conclusão do IIHS é que, numa colisão entre dois carros de tamanhos diferentes, com bons índices de segurança específicos, os ocupantes do veículo maior e mais pesado sempre vão estar expostos a menos riscos que os ocupantes do menor. Uma das razões para isso é que, num impacto frontal, o carro menor tende a ser jogado para trás, o que aumenta a atuação de forças físicas sobre as vítimas.   

Ressalve-se que os testes do IIHS são diferentes dos realizados pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), autoridade governamental responsável pela classificação oficial dos modelos vendidos nos EUA quanto à segurança. Há quem diga que os testes do IIHS são mais realistas, há quem os desautorize. Mal comparando, esse instituto é uma espécie de Cesvi norte-americano.

PS - Aos leitores que estão vendo obviedade na notícia cabe dizer o seguinte: não é difícil imaginar que consumidores se deixem levar pela avaliação positiva de segurança de um modelo pequeno, aprovado em exigentes testes de impacto e dotado de sofisticados sistemas de segurança ativa e passiva, e acreditem que seu carro e os ocupantes estarão protegidos mesmo numa batida contra um modelo maior. O que a IIHS mostra é que provavelmente não adianta o smart ter todos os certificados oficiais de segurança do mundo se ele encarar pela frente um sedã médio como o Classe C -- para não falar de um SUV... O teste do IHSS levanta justamente esta questão: em termos de segurança, o cenário ideal é todo mundo dirigindo carros de peso e volume equivalentes. Porque, diante de um "oponente" maior, a tecnologia não fará milagres por um carro mais frágil.

Escrito por UOL Carros às 11h33


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31/03/2009

O mundo roda

Prepare-se, Tony: a Fiat está voltando

"Fix it again, Tony". Parece uma paródia meio manca da célebre frase "Play it again, Sam", atribuída a Humphrey Bogart no filme "Casablanca". Mas, na verdade, é um acrônimo gozador para a marca Fiat.

Fix it again, Tony. Pegou?

A frase significa "Conserte de novo, Tony", onde Tony acaba funcionando como um nome genérico para um mecânico (italiano, se você quiser). Era uma piada anglófona nada lisonjeira para os carros da Fiat, que foram vendidos nos Estados Unidos até 1983 e conquistaram má fama, por serem baratos (houve uma época nos EUA em que barato era o mesmo que vagabundo, sendo que a mesma palavra, "cheap", pode designar as duas coisas) e supostamente quebrarem muito. Não fizeram frente às enormes, sofisticadas e beberronas pratas da casa.

Hoje a Fiat não opera nos EUA. Não se dá nem ao trabalho de ir ao Salão de Detroit mostrar os seus produtos.

Mas no futuro próximo essa história pode mudar. Uma aliança com a Fiat é vista como a única salvação para a outrora orgulhosa Chrysler, marca tipicamente norte-americana e uma das pessoas da não-muito-santíssima trindade de Detroit (as outras são a GM e a Ford). O aporte financeiro a ser trazido pelo grupo italiano, mais a sua expertise em construir carros menores e, principalmente, menos gastadores de combustível, são objetos do desejo do presidente Obama e da marca ianque.

O desespero da Chrysler é tão grande que ontem ela chegou a anunciar que a aliança com a Fiat estava acertada -- para 30 minutos depois recuar e dizer que ainda há bastante coisa a negociar.

Enfim, parece (outra) piada, mas os EUA vão (re)descobrir a Fiat e sua proposta de carro racional -- se ela é boa ou ruim, fica a gosto do freguês -- mais de três décadas depois dos brasileiros.

PS - Várias outras marcas são vítimas de acrônimos sacanas (talvez com exceção da SsangYong, mas não apostamos nisso). Só que o assunto aqui é a Fiat.

PS 2 - As primeiras especulações na blogosfera automotiva apontam o Panda -- modelo europeu da Fiat que parece um cruzamento de Idea com Volkswagen Fox -- e o sedã Linea como candidatos a puxar a reentrada da marca italiana nos EUA. Isso sem falar, é claro, do renovado e cult Cinquecento. O Panda poderia até mesmo ostentar o logotipo da Jeep em sua grade. A ver.

Escrito por UOL Carros às 17h17


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11/02/2009

O mundo roda

Passat CC não pode demorar

O Passat CC, sedã de quatro portas "acupezado" da Volkswagen, está prometido para este ano pela filial brasileira. Sua estreia mundial foi em 2008, em Detroit (EUA), e em tese seu concorrente principal é o Mercedes-Benz CLS.


Passat CC: esperado no Brasil em algum momento do ano

Mas é bom que o CC não demore muito, porque o modelo atual corre o risco de ficar obsoleto em menos de dois anos. Assim como acontecerá com o Polo, a gama do Passat -- o que obviamente inclui o novo cupê -- deve passar por uma reforma geral até 2010, ano em que a nova geração seria lançada como modelo 2011.

O site Motor Authority fez uma projeção computadorizada do futuro Passat, que reproduzimos abaixo. Seu desenhista parece apostar que a Volks unificará o design frontal de seu portfólio com um conjunto óptico de linhas retas, semelhante ao que já vem sendo especulado como o do próximo Polo. A conferir.

 
Desenhista do MA projeta conjunto óptico retilíneo

Fotos: Cláudio de Souza/UOL e Motor Authority (reprodução)

Escrito por UOL Carros às 18h07


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30/01/2009

O mundo roda

BMW desenha para entendermos seu carro

A BMW deve lançar em fevereiro -- antes do previsto, que era o Salão de Genebra, em março -- um novo carro, que ela descreve como um "progressive activity sedan" (ou PAS), literalmente "sedã de atividade progressiva", expressão que parece criada aleatoriamente num "car body name generator", mas tudo bem. Uma foto do novo carro da alemã, que seria uma espécie de crossover de sedã, station wagon e SUV, surgiu em alguns sites especializados no começo do ano passado:



Mas o mais interessante disso tudo, até agora, é o vídeo que a BMW distribuiu para explicar como foi concebida a carroceria do PAS. A narração é em inglês, mas mesmo quem não domina o idioma pode aproveitar o didatismo das imagens (todas em animação) e perceber onde a marca bávara quer chegar com o lançamento, que promete ser uma das maiores novidades desses tempos de crise global. Ei-lo:

Escrito por UOL Carros às 18h34


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29/01/2009

O mundo roda

Salões disputam o espólio de Detroit

O Salão de Detroit 2009 recebeu o menor público dos últimos seis anos -- cerca de 650 mil pessoas, um número semelhante ao obtido pelo Salão de São Paulo em 2008. O evento automotivo (até agora) mais relevante dos Estados Unidos perdeu fôlego e interesse no quesito produtos devido à crise que assola as três montadoras sediadas na região da cidade, General Motors, Ford e Chrysler, que usualmente fazem do salão um palco para seus lançamentos. Até aí, tudo bem: isso era esperado. A dúvida que surgiu: como ficam os salões dos EUA que vêm depois dele?

São, pela ordem, o Salão de Chicago, que promete receber ao menos 44 expositores entre os dias 13 e 22 de fevereiro, e o de Nova York, entre 10 e 19 de abril -- este último é o que costuma ter maior público entre todos os motorshows norte-americanos. Por ora, ao contrário dos eventos de Barcelona e Buenos Aires (mercados automotivos menos importantes), ambos estão confirmados.

Três perguntas:

  • Algum dos dois será capaz de suplantar em prestígio o de Detroit? Localização e facilidade de acesso contam pontos também, além de ambos estarem mais perto de mercados locais interessantes para as marcas de fora dos EUA;
  • Se nenhum dos dois assumir essa vanguarda, o Salão de Los Angeles poderá fazê-lo?
  • O fato de o presidente Barack Obama ter raízes em Chicago pode pesar em favor do evento local? Ele o visitará?

    Vale registrar que os salões de Genebra, em março, e de Frankfurt (o maior do mundo), em setembro, estão confirmados, e desde já surgem "vazamentos" revelando suas atrações. Pelo menos em termos estratégicos, a Europa parece estar lidando melhor com a crise.
  • Escrito por UOL Carros às 15h16


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    27/01/2009

    O mundo roda

    Obama pode mudar o futuro dos carros

     Em primeiro lugar, um comentário extra-automotivo: parece inacreditável que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esteja na Casa Branca há apenas uma semana. Nesse exíguo período ele já tocou em praticamente todos os pontos nevrálgicos da crise institucional e moral que acometeu seu país durante os oito anos de George Bush: determinou o fechamento de Guantánamo, garantiu que os EUA não vão mais torturar (ou seja, implicitamente acusou o governo Bush de torturador), lançou sinais de distensão aos inimigos, reafirmou o direito ao aborto etc. -- goste-se ou não, há de se aplaudir a coerência de Obama. E ele deve ser, hoje, o chefe de estado mais esquerdista do mundo.

    Agora, aos carros. Nesta segunda-feira Obama anunciou medidas para diminuir a poluição ambiental, o efeito estufa e a dependência energética dos EUA, três problemas que têm como ator principal (ou vilão principal, caso se queira) o automóvel. Isso soa como música aos ouvidos das montadoras europeias (inclusive das filiais de General Motors e Ford) e japonesas, que têm expertise na fabricação de carros menos beberrões e poluidores. A liberação do controle de emissões por parte dos Estados, que fora proibida por Bush, é uma decisão que pode transformar o Toyota Prius (que já é uma realidade nas ruas dos EUA), o Honda Clarity (em fase final de testes) e o futuro Chevrolet Volt em campeões de vendas em determinadas áreas daquele país.

    Também abre-se a chance para que montadoras com presença medíocre ou nenhuma em solo norte-americano, como a Fiat, ocupem novos espaços -- não é à toa que a parceria da italiana com a Chrysler terá como efeito quase imediato a descontinuação do PT Cruiser e o uso de sua linha de montagem para o pequenino Cinquecento. Outra montadora que pode se dar bem é a Volkswagen, cujo Golf (de quinta e sexta gerações) foi o carro mais vendido na Europa em 2008, seguido pelo Ford Fiesta. Nos EUA, o carro se chama Rabbit, e não figura entre os dez mais vendidos. Quem sabe agora esse coelho sai da cartola...

    De resto, a meta de ter a frota dos EUA gastando em média um litro de combustível para rodar 15 quilômetros em 2020 não tem nada de absurda (alguns podem julgá-la até conservadora, aliás). São 11 anos para que as fabricantes aprimorem seus motores, de preferência sem tornar os carros uma chatice para dirigir. Eventualmente, essa meta pode ser negociada e relativizada com o incremento do uso de combustíveis de biomassa, que em geral não conseguem fazer os carros rodar tanto (porque seu poder calorífico é menor que o da gasolina), mas são menos agressivos ao meio ambiente. Isso é obviamente bom para o Brasil, que produz etanol de cana, mais viável comercialmente que o de milho hoje usado nos EUA, e que é pioneiro na moderna tecnologia do respectivo motor.

    A meta estabelecida por Obama também pode aumentar o uso de diesel nos EUA -- lá o óleo é visto com desconfiança, em parte porque a oferta é pequena. Vale lembrar que as montadoras europeias são especialistas na produção de carros a diesel bastante eficientes (e divertidos, já que muitos utilizam turbocompressores) e com baixas emissões.

    Como se vê, uma simples canetada do homem mais poderoso do mundo é suficiente para mexer com a vida de milhões, quem sabe bilhões, de pessoas -- e modificar decisivamente o futuro de uma indústria-símbolo do século 20, que ia terminando a 1ª década do 21 numa crise sem precedentes.

    Sorte nossa que, por ora, as canetadas de Obama têm sido "do bem".   

    Escrito por UOL Carros às 00h10


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